Espaço para comentários, idéias, análises e 'viagens' sobre assuntos diversos, em especial sobre política, temáticas socioambientais e Educação Ambiental (EA).
Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Pressão por resultado

É grande a pressão para que o governo brasileiro consiga levar algo a ser apresentado em Copenhague. Hoje mesmo um exemplo disso foi visto no Senado. CLIQUE AQUI e saiba mais.

Até quem nunca pautou nada sobre meio ambiente de uma hora pra outra virou "neo verde". Tudo para deixar bem na foto a chefe da delegação do Brasil na COP, Dilma....

A outra informação na notícia é que o tal Fundo Nacional de Mudanças Climáticas ficará sob a coordenação e gestão do MMA....Pra quem já enviou projeto ao FNMA ou conhece seu funcionamento sabe do que estou falando. De que adianta mais um Fundo, com mais recursos, se será mal gerido e mal administrado?

Infelizmente a atual gestão do MMA não tem nos brindado com práticas de uma gestão comprometida com o ideário ambientalista, ainda que seu discurso tente nos vender outra coisa....Ledo engano....



publicado por fabiodeboni às 01:12
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Dois lados da mesma moeda

Enquanto o ministro do meio ambiente da Inglaterra, em visita ao Brasil, esforça-se para tentar garantir um clima político favorável para Copenhague, o governo brasileiro segue recebendo críticas sobre sua timidez nas metas que levará à COP.

São dois lados (de vários outros) que este tema espinhoso nos revela.

CLIQUE AQUI e saiba mais sobre as declarações do ministro britânico.

 

CLIQUE AQUI e conheça os questionamentos recebidos pelo governo brasileiro.



publicado por fabiodeboni às 08:59
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Não é bem assim

A novela da revisão do Código Florestal continua. Ainda que as declarações do ministro Minc apontem para um cenário favorável aos ambientalistas, não é bem assim que a realidade se revela. CLIQUE AQUI para saber mais.

A começar pelo prazo, de 11 de dezembro, que já foi esticado pelo presidente Lula. A pressão é grande e fica difícil não compor com os segmentos envolvidos.

 

Taí mais um capítulo desta novela, que deve se estender por muito tempo. Enquanto isso, o planeta segue em contagem regressiva para a COP 15, que, tudo indica, não deverá selar grandes acordos e pactos entre os países. Talvez alguns compromissos genéricos e novas rodadas de negociações futuras, é claro...

 



publicado por fabiodeboni às 10:21
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Sólida aliança

Como dizem no interior, a aliança entre PT e PMDB para 2010 está "firme como um prego na areia". É o que conta reportagem da Folha desta segunda feira. CLIQUE AQUI e saiba mais.

Foi só o clima ter esquentado, com a chatice do apagão elétrico que a sólida aliança firmada entre os dois partidos deu sinais de corrosão. Aliás, há muito já se conhece a atitude do PMDB, que entra governo, sai governo, e o partido segue no poder.

Mais um exemplo da tão falada e polêmica "governabilidade"....A opção de Lula foi pelo atacado, ou seja, pegar um único partido grande para assegurar a governabilidade. Talvez pior seria se dependesse de vários partidos para governar (muitos deles com atitude pior que a do PMDB)....

Os cientistas políticos que diriam: viva a política brasileira....É nestas bases que a democracia brasileira vai se firmando, como muitos dizem....Será?



publicado por fabiodeboni às 17:03
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Sem acordo

Tudo indica que a COP 15 será marcada pelo fracasso em termos de pactuação de um novo Acordo de redução de emissão dos gases do efeito estufa.

Outra reunião prévia, desta vez do Fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico deu sinais de que os países não estão realmente dispostos a assumir compromissos mais sérios sobre o tema.

CLIQUE AQUI e saiba mais.



publicado por fabiodeboni às 11:09
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Em busca da meta

Após idas e vindas, tudo indica que o governo brasileiro deverá fechar posição e levar metas para Copenhague. Pelo menos é o que as últimas declarações apontam..

CLIQUE AQUI e saiba mais.

 

Enquanto isso haja saco pra aguentar a chatice da história do apagão. A mídia fica procurando brechas pra criticar o governo, e claro, Dilma, presidenciável. O governo fica se defendendo, e aí vai....Como dizia aquela propagando de um jornal, "tá faltando assunto" no momento.....



publicado por fabiodeboni às 10:12
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Queda no desmatamento

Será divulgado hoje pelo presidente Lula a taxa de desmatamento na Amazônia, no período de agosto de 2008 a agosto de 2009. Geralmente este dado é divulgado pelo ministro do meio ambiente, mas como tudo indica que o Brasil divulgará a menor taxa resgistrada na sua história, e às vésperas da COP 15, caberá ao próprio presidente esta divulgação.

CLIQUE AQUI e saiba mais.

 

Àqueles que já comemoram o baixo índice de desmatamento, é preciso lembrar que há uma relação direta entre desempenho da economia e desmatamento na Amazônia. Como os dados divulgados hoje refletem o período do crise econômica internacional, é evidente que exerceriam uma relação direta na queda no desmatamento na Amazônia.....O problema é ficarmos, como sempre, dependendo do desempenho da economia para obter quedas no desmatamento na Amazônia...Neste caso, pena que a economia voltou a se recuperar....



publicado por fabiodeboni às 09:45
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Desmatamento, economia e índices sociais

Reportagem da Folha de SP de hoje mostra como o desmatamento na Amazônia gera um incremento na economia local mas enfraquece os indicadores sociais (educação, saúde, etc). Como a reportagem está disponível apenas para assinantes, copio e colo-a abaixo.

A conclusão é simples, mas difícil de ser mudada: nos municípios que mais desmatam, tem-se, a partir da extração da madeira um aumento na oferta de trabalho (de péssima qualidade, diga-se de passagem, pra não dizer coisa pior), atraindo mais pessoas (migrações). Isso, por sua vez, gera uma pressão maior nos sistemas locais de educação e saúde, piorando estes índices sociais. Esta tendência é válida não somente para a atividade madeireira, mas também ao garimpo e outros grandes projetos "de desenvolvimento" na Amazônia. Uma olhada na região de Altamira (PA), onde está se construindo Belo Monte, nos brindará com outros exemplos desta preocupante tendência.

A principal questão é quanto à falta de alternativa do tão falado "outro mundo é possível". Qual? Como? Onde?

 

Leia a reportagem na íntegra...

São Paulo, quarta-feira, 11 de novembro de 2009
 
 
 
Desmate melhora economia, mas não eleva índices sociais

Cruzamento de dados mostra colapso de educação e saúde na Amazônia Legal

Nos 50 municípios que mais desmataram, crescimento de emprego e renda foi 35% maior que média regional, e índice de saúde, 63% menor


EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O avanço do desmatamento na Amazônia Legal provoca uma disparada econômica dos municípios, mas não melhora os indicadores sociais. Nas localidades que mais desmatam, os índices de emprego e renda aparecem acima da média da região, enquanto os dados de educação e saúde engatinham.
Esse quadro aparece no cruzamento, realizado pela Folha, entre dados de desmatamento, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e o Índice de Desenvolvimento Municipal criado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Ambos têm como recorte o período de 2000 a 2006 (quando há dados disponíveis nessas fontes).
No caso do desmate, foram usados dois recortes no levantamento: os 50 municípios que mais desmataram em extensão e os 50 que mais desmataram em termos proporcionais (em relação à própria superfície).
Um exemplo da discrepância é que, no índice de emprego e renda, os 50 municípios da Amazônia Legal que mais desmataram em extensão entre 2000 e 2006 avançaram 35% acima da média regional. Já no indicador de saúde, os mesmos 50 municípios cresceram 63% abaixo da média da Amazônia Legal (Região Norte, Mato Grosso e parte do Maranhão).
A disparidade é ainda maior quando a média da região é comparada com os 50 municípios que mais desmataram em relação às suas superfícies. Entre 2000 e 2006, o índice de emprego e renda dessas localidade subiu 81% acima da região, enquanto seu indicador social (educação e saúde) cresceu 36% abaixo da média local.
Líder em desmatamento, São Félix do Xingu (PA) viu seu índice de emprego e renda crescer 9% acima da média da região, mas o de saúde ficou 17% abaixo. Segundo colocado na extensão do desmatamento, Paragominas (PA) tem perfil semelhante: índice de emprego e renda 14% acima da média, e o de saúde 83% abaixo.
Para especialistas e representantes de entidades ouvidos pela Folha, o desmatamento concentra renda e gera empregos de forma passageira. Segundo eles, o anúncio de oportunidades de emprego atrai trabalhadores migrantes e, com isso, deixa em colapso os sistemas de saúde e educação.
"É uma espécie de febre. No período do desmatamento tem a venda da madeira, tem emprego para formar pasto. Mas, depois que colocou os bois, ninguém ganha mais nada", afirma José Eli da Veiga, da Faculdade de Economia da USP.
"Onde não respeitam a lei ambiental, dificilmente irão respeitar leis trabalhistas, podendo colocar em risco a saúde do trabalhador, com consequências sobre os índices", diz Patrick Carvalho, chefe de Estudos Econômicos da Firjan.
O avanço do desmatamento não está apenas ligado à atividade madeireira clandestina. Com ele, disparam também projetos de mineração e de geração de energia. "É uma riqueza, mas concentrada. Saneamento básico, saúde pública, educação e outros direitos sociais inexistem", diz José Batista, da Pastoral da Terra.
Como muitos dos empregos criados na região estão ligados ao desmatamento, cria-se um dilema entre uma atividade ilegal e a única opção de renda. No ano passado, uma operação federal no Pará contra a exploração ilegal de madeira motivou protestos da população.
"A Amazônia está encalhada. Há uma luta contra o desmatamento, mas ainda não existe uma economia para substituir essa velha prática predatória e ilegal", afirma Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

 



publicado por fabiodeboni às 10:05
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Notícias desta 3a feira

Começa amanhã em Brasília o V Encontro de Educadores Ambientais do DF. CLIQUE AQUI e saiba mais.

Apesar de bons palestrantes, o formato é o "mais do mesmo". Peca pelo velho esquema - mesas redondas sem debates de manhã e à tarde, e na tarde do último dia uma plenária final que não leva a lugar nenhum...Infelizmente os eventos de Educação Ambiental têm se proecupado pouco em buscar novas metodologias de participação, algo bastante paradoxal ao que a área prega.

 

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Com relação às mudanças no Código Florestal, tudo indica que o prazo de 11 de dezembro não será prolongado....Uma vitória aparente, mas que pode esconder outras pautas....CLIQUE AQUI e saiba mais.

 

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O Brasil deverá levar a Copenhague compromissos voluntários e não metas definidas. Nada mais solto e descompromissado. Ainda bem que o mundo todo não tem muito a comemorar em termos de lição de casa no combate ao aquecimento global....Sorte do Brasil e azar de todo o planeta. Enquanto isso, Serra posa de "neo-verde" e critica Lula pela ausência de metas do governo brasileiro. CLIQUE AQUI e saiba mais.

Sinal de novos tempos - de que a questão ambiental entrou de vez na pauta do dia, ou seja, deverá ser tratada de forma importante nos programas de governo dos candidatos a presidência....

O duro é ver o Xico Graziano (secretário de meio ambiente de Serra) chamar Lula de conservador.....Sem comentários....

 



publicado por fabiodeboni às 12:09
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Código Florestal: mais um capítulo da novela

O presidente Lula reunirá as partes interessadas para uma reunião hoje para tratar de tema espinhudo - Código Florestal. Há alguns meses ele vem sendo alvo de críticas, tentativas de mudanças, manobras, e gritos por parte de ruralistas e ambientalistas, mas até agora nada de concreto foi efetivado.

CLIQUE AQUI e saiba mais.

 

Com relação ao PL apelidado de "Floresta Zero", tudo indica que deverá ficar na geladeira por mais um bom tempo. Depois de duas tentativas seguidas (e frustradas) de votação na Comissão de Meio Ambiente na Câmara, os tucanos sentiram a pressão da mídia sobre uma possível aprovação deste projeto e retiraram o "time de campo". Resta saber se os "nobres" deputados vão querem aprová-lo na calada da noite - prática muito comum no parlamento....



publicado por fabiodeboni às 09:46
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