Dia 15 de outubro é dia do professor. No Brasil a realidade é feminina - as professoras são maioria e são as que carregam nas costas a educação básica brasileira. Infelizmente o reflexo não é o mesmo quando olhamos a inserção da mulher em posições de comando (direção)...Além de ser minoria nestes postos, recebem salários menores...
Meses atrás, tive o privilégio de conhecer e conversar com o José Pacheco, português idealizador e gestor da Escola da Ponte.
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Este texto não tem o objetivo de falar sobre a Escola da Ponte, mas apenas me recordei deste diálogo com o Zé Pacheco por conta de algumas coisas interessantes que ele falou. De todas elas, a que mais me chamou atenção foi uma que diz respeito aos professores. Como hoje é dia das professoras (e professores) no Brasil, recuperei este trecho da fala dele. Ele diz que há três tipos de professores:
1. Os que são professores
2. Os que podem ser
3. Os que devem mudar de profissão.
Além da risada que despertou esta passagem na ocasião, ela nos provocou (e provoca) a refletir a respeito do papel e situação das(os) professoras(es) também no Brasil.
Já atuei como professor, mas reconheço que não é minha praia nem profissão, apesar de ser educador ambiental, mas não atuar nos espaços formais da educação. Respeito muito esta profissão e também compartilho algumas críticas quanto aos baixos salários e condições difíceis de trabalho (dentre muitas outras dificuldades)...
Por outro lado vejo também que nesta profissão, assim como na Educação Ambiental, há uma boa dose de "tesão", de amor à causa e porque não de uma certa militância. Estes, talvez possam ser incluídos no primeiro item da passagem do Zé Pacheco: são professores e ponto. Estão aí porque é aí que têm que estar. Vocação, tesão, luta, etc...
Todos sabemos que professores(as) são parceiros na implementação de qualquer política pública educacional nos sitemas de ensino. Podem abraçar a proposta e se tornarem reais aliados no seu desenvolvimento, enfrentando entraves internos e externos.
Mas podem também ser estes entraves. Podem travar o processo e dificultar o "andar da carruagem".
Será que estes professores são os que devem mudar de profissão? Será que é a profissão que os torna menos sensíveis à "causa" e que diminiu o tesão pela educação?
Fazendo um breve retrospecto da minha trajetória, vejo que meus melhores professores(as) foram aqueles que nitidamente tinham tesão pelo que faziam. Estavam de corpo e alma nas aulas, transpiravam o tema que trabalhavam, apesar de todos os pesares, que já não eram poucos, não o são e tampouco o serão...
aliás, se qualquer trabalho fosse fácil, se chamaria lazer....
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