Política e Sustentabilidade sob um ângulo crítico
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Polêmica Ibama, Chico Mendes e MMA: a EA ganha com isso?

Já há alguns meses que temos acompanhado a polêmica gerada a partir da criação do Instituto Chico Mendes, da divisão do Ibama e da situação da Educação Ambiental nestes órgãos.

A questão tem sido abordada em alguns blogs; cartas, manifestos e abaixo-assinados circulam pelas listas de comunicação de diversas Redes de Educação Ambiental pelo país. Ora circulam mensagens criticando as decisões tomadas pelo MMA, ora circulam respostas e argumentos buscando explicar as medidas tomadas. O fato é que este tema tem sido pouco debatido na programação “oficial” dos encontros de EA e muito conversado nos seus bastidores, corredores e cafezinhos da vida. Aliás, esta parece ser uma máxima do “nosso” campo da EA, deixar os assuntos polêmicos para os bastidores, mas sobre isto comentarei numa outra oportunidade.

Voltando ao tema deste texto, socializo algumas perguntas que, a meu ver, não querem calar: o que há por trás de toda esta polêmica gerada pela criação do Instituto Chico Mendes? O que há por trás de todo o “barulho” feito pelo Ibama? O que está sendo discutido em termos de melhorias para a EA nestes espaços?

Certamente as respostas a estas questões são complexas e não serão aqui respondidas. O intuito não é este e nem tenho condições de fazê-lo, mas apenas pretendo levantar questões para refletirmos conjuntamente.

Vejo que há um risco grande de entrarmos numa armadilha, se embarcarmos nesta polêmica sem termos atenção às suas entrelinhas. Há de tudo um pouco nesta situação, mas certamente não há ingenuidade. Bem sabemos que a EA é um campo em consolidação no país, e, portanto, um campo em disputa. Disputa por $, pessoas, ideologias, poder, egos, vaidades, etc.

Sinceramente não tenho uma posição fechada sobre o tema, e tenho procurado ler os manifestos, argumentos e posições, tentando identificar sua legitimidade e sua essência. Por outro lado há mais ingredientes nesta situação que precisam ser conhecidos – coisas de bastidores, questões políticas, meandros da relação pouco harmoniosa que existe entre MMA e IBAMA (nas áreas em geral, e não exclusivamente na EA).

Penso que nós, educadores(as) ambientais, devemos participar mais ativamente de situações como esta, pois elas remetem à gestão da EA nacionalmente, e à implementação da Política Nacional de EA (PNEA). Sendo mais direto, refiro-me à necessidade de colocarmos na programação “oficial” de nossos encontros temas como estes, promovendo debates e troca de idéias sobre a questão. Nada contra conversarmos sobre ela nos bastidores, mas porque não a trazermos para o palco principal? Ao invés de sairmos assinando manifestos na internet, porque não conhecermos os diferentes argumentos e pontos de vista sobre o tema, para aí sim, cada um tirar suas próprias conclusões. Afinal, caminhar com suas próprias pernas é muito mais coerente com a EA que pregamos do que pegarmos carona em disputas que parecem ter no real fortalecimento da EA, sua causa secundária.



publicado por fabiodeboni às 23:58
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Lições do Clima

 

Vivemos num mundo que, apesar de todo o alarde e modismo das mudanças climáticas, consolida uma visão de distanciamento entre nós, humanos, e a natureza. O corre-corre, a facilidade de acesso a bens e serviços e tantas outras “facilidades” do chamado mundo contemporâneo nos anestesiam e nos distanciam cada vez mais das questões ecológicas. Podemos perceber isto no dia a dia em coisas simples, como por exemplo, de onde vem a água que consumismos em casa, a origem dos alimentos que consumismos, da energia elétrica, etc.

Obviamente que toda esta suposta facilidade tem um preço, e que esta conta é paga de maneira diferente pelos grupos sociais. É isto que estamos começando a sentir com os efeitos das mudanças climáticas, quando famílias pobres que vivem em áreas de risco são as que mais sentem com enchentes, desmoronamentos, etc. Da mesma forma, isto já começa a ser identificado entre os países. Diversas matérias na mídia já sinalizam que os países “em desenvolvimento” serão os que mais sentirão estes efeitos e, sobretudo, os que mais pagarão esta conta.

Mas o foco deste texto é mais específico. Procuro refletir a respeito das lições que o clima vem nos dando, especialmente nestes tempos de mudanças globais. Uma delas, que senti na pele, ocorreu nestes dias, a partir das fortes e freqüentes chuvas que caíram na região centro-sul do país. Chuvas que fecharam aeroportos, complicaram ainda mais o tráfego aéreo já abarrotado sobre São Paulo e modificaram agendas, compromissos e rumos de inúmeras pessoas, inclusive a minha. Pelo menos me serviu de inspiração e aprendizado para escrever este texto e pensar a respeito. Estamos nos distanciando cada vez mais das “coisas da natureza” e situações como esta são importantes para nos (re)colocar em nossos devidos lugares – nossa condição humana como parte integrante da natureza, e nossa limitação e insignificante condição neste planeta.

Certamente lições como esta serão cada vez mais comuns nestes “tempos modernos”, e lições mais severas virão por aí com mais freqüência e intensidade. As perguntas que me vêm à cabeça: será que estamos preparados para elas? Será que saberemos aprender com elas e procurar repensar o rumo do planeta?

Sinceramente penso que não….mas como não só o futebol, mas o mundo, também é uma “caixinha de surpresas”, tudo é possível. Pelo menos por enquanto….



publicado por fabiodeboni às 12:58
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Participação é consciência?

A questão da participação tem me despertado, já há algum tempo, diversas motivações e inquietações.

As primeiras são mais fáceis de identificar e de perceber, pois, apesar de dar mais trabalho atuar coletivamente, é muito enriquecedor, interessante e estimulante. É claro, dependendo do processo participativo, da sua facilitação, planejamento, etc.

Já as segundas são mais complicadas de perceber, sobretudo se quiseremos ir além das preocupações já amplamente mapeadas. Na verdade estou me conectando numa reflexão mais profunda, captaneada por uma figura ilustre e muito interessante neste meio que é o Allan Kaplan. (CLIQUE AQUI para saber mais sobre ele).

 

Ele tem provocado uma reflexão a respeito do desafio de os processos participativos contribuírem para dar saltos em níveis de consciência. Seria isto possível?

 

Acreito que sim, mas por outro lado vejo que ainda estamos distantes deste nível. Nossa cultura participativa no Brasil ainda é iniciante, e quando presente é muito mais centrada nas técnicas (metodologias, instrumentos) do que nos seus objetivos e impactos. Falo de impactos individuais e coletivos - atitudes, valores, ética, consciência, política, etc....

 

Aí começamos a perceber que o "buraco é mais embaixo" e que não basta pensarmos somente nas técnicas, pois elas são apenas meios para se alcançar algo mais elevado e importante. É aí que vejo o desafio atual do tema: estamos vislumbrando isto? Onde queremos chegar com processos participativos? Onde podemos chegar?

 

Questões como estas e tantas outras precisam ser mais debatidas e refletidas nos vários espaços e instâncias de participação presentes no país, ao mesmo tempo em que ainda precisamos alavancar novos espaços em contextos e situações bastante adversas. Enfim, há muito pela frente....

 

E pra quem se interessou pela Kaplan, fica uma dica do seu livro: Artistas do Invisível (CLIQUE AQUI)



publicado por fabiodeboni às 00:06
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007
O que Lula não verá em Angola

Esta Semana o Presidente Lula está em viagem pela África, passando por 4 países (Burkina Fasso, República Democrática do Congo, África do Sul e Angola). A grande mídia vem cobrindo a viagem...

A última escala da viagem será em Luanda (Angola), onde Lula deverá fechar acordos na área de Petróleo (Petrobrás e Sonangol), Etanol e Biocombustíveis...Nada de novo, pois Angola é o 2o maior produtor de petróleo da África, e o disco brasileiro só toca o melô do biocombustível.

Infelizmente Lula não terá condições de ver algumas imagens de Angola, que compartilho aqui no blog....Uma Angola que certamente está longe do Palácio do atual presidente (que está no poder desde 1979, e segundo a rádio corredor é um dos homens mais ricos do mundo), numa Angola em franco processo de reconstrução após 30 anos de guerra civil.

O que certamente Lula verá é um país ávido por crescimento econômico, que saiu de um afro-stanilismo e ruma a passos largos para um capitalismo selvagem, com pouca preocupação com questões humanitárias, ambientalistas e tantas outras....

 

Chegada a Luanda: avião descendo para aterrizagem

 

Da janela da van, vista para o alto: uma favela (musseque)

 

Rua atrás de uma avenida de Luanda: entre candongas (vans) e esgoto

 

Trânsito caótico da cidade. Vale tudo

 

O lixo é uma realidade constante nas ruas de Luanda

 

"Córrego" na periferia de Luanda (Cacuaco)

 

O comércio informal nas ruas e calçadas: presença constante



publicado por fabiodeboni às 18:23
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
Homenagem às professoras

Dia 15 de outubro é dia do professor. No Brasil a realidade é feminina - as professoras são maioria e são as que carregam nas costas a educação básica brasileira. Infelizmente o reflexo não é o mesmo quando olhamos a inserção da mulher em posições de comando (direção)...Além de ser minoria nestes postos, recebem salários menores...

Meses atrás, tive o privilégio de conhecer e conversar com o José Pacheco, português idealizador e gestor da Escola da Ponte.

Saiba mais sobre a Escola da Ponte, CLIQUE AQUI.

Este texto não tem o objetivo de falar sobre a Escola da Ponte, mas apenas me recordei deste diálogo com o Zé Pacheco por conta de algumas coisas interessantes que ele falou. De todas elas, a que mais me chamou atenção foi uma que diz respeito aos professores. Como hoje é dia das professoras (e professores) no Brasil, recuperei este trecho da fala dele. Ele diz que há três tipos de professores:

1. Os que são professores

2. Os que podem ser

3. Os que devem mudar de profissão.

 

Além da risada que despertou esta passagem na ocasião, ela nos provocou (e provoca) a refletir a respeito do papel e situação das(os) professoras(es) também no Brasil.

Já atuei como professor, mas reconheço que não é minha praia nem profissão, apesar de ser educador ambiental, mas não atuar nos espaços formais da educação. Respeito muito esta profissão e também compartilho algumas críticas quanto aos baixos salários e condições difíceis de trabalho (dentre muitas outras dificuldades)...

Por outro lado vejo também que nesta profissão, assim como na Educação Ambiental, há uma boa dose de "tesão", de amor à causa e porque não de uma certa militância. Estes, talvez possam ser incluídos no primeiro item da passagem do Zé Pacheco: são professores e ponto. Estão aí porque é aí que têm que estar. Vocação, tesão, luta, etc...

 

Todos sabemos que professores(as) são parceiros na implementação de qualquer política pública educacional nos sitemas de ensino. Podem abraçar a proposta e se tornarem reais aliados no seu desenvolvimento, enfrentando entraves internos e externos.

Mas podem também ser estes entraves. Podem travar o processo e dificultar o "andar da carruagem".

 

Será que estes professores são os que devem mudar de profissão? Será que é a profissão que os torna menos sensíveis à "causa" e que diminiu o tesão pela educação?

 

Fazendo um breve retrospecto da minha trajetória, vejo que meus melhores professores(as) foram aqueles que nitidamente tinham tesão pelo que faziam. Estavam de corpo e alma nas aulas, transpiravam o tema que trabalhavam, apesar de todos os pesares, que já não eram poucos, não o são e tampouco o serão...

 

aliás, se qualquer trabalho fosse fácil, se chamaria lazer....

 



publicado por fabiodeboni às 14:32
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Rock & Educação Ambiental

Segue o clipe da música "Do the evolution" da banda gringa "Pearl Jam". Uma bela música e um excelente clipe, que disponibilizo aqui pois creio que ele pode ser usado em atividades de Educação Ambiental, especialmente com jovens.

O clipe vem com legenda em português, e ajuda-nos a entender a sua mensagem. É claro que os próprio clipe já nos diz muita coisa.

 

Pode-se assistir ao clipe e fazer uma discussão depois...Certamente vai gerar um debate interessante....

 

 

 

 



publicado por fabiodeboni às 13:10
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Vilão ou mocinho?

 

Saiu esta semana na Revista Época uma entrevista com o economista dinamarquês Bjorn Lomborg, autor do livro "O Ambientalista Cético"...Ele apresenta uma visão que vai na contra-mão dos discursos atuais a respeito das Mudanças Climáticas (IPCC, mídia, especialistas, etc), e disponibilizo o link da entrevista para dialogarmos com outras visões e com diferentes pontos de vista a respeito do tema.

Devo confessar que há questões levantadas por Lomborg que merecem ser consideradas "com carinho" - há coerência em sua argumentação.

Por outro lado, é preciso contextualizar a sua origem e o lócus de onde ele tece suas reflexões: ele é economista e dinamarquês, o que nos leva a crer que tem dificuldade de perceber a questão ambiental como social, cultural, ética e política, além de tender mais pelo viés econômico em detrimento das demais dimensões da sustentabilidade...

 

Como educadores(as) ambientais é importante dialogarmos com os diferentes pontos de vista a respeito das questões que discutimos. De nada adianta ficarmos apenas no nosso gueto, dialogando entre os da mesma tribo. Precisamos sair do gueto e estabelecermos contato com outras visões (convergentes e divergentes), colocando em prática o tão falado princípio do diálogo....

 

ACESSE A ENTREVISTA AQUI.

 

Acesse a página do autor

 

 



publicado por fabiodeboni às 19:05
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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007
Desafios da articulação lusófona de EA

Ainda refletindo a respeito do Congresso Internacional de Educação Ambiental (EA) dos Países Lusófonos e Galícia, levanto algumas questões para pensarmos.

Se aparentemente a articulação entre educadores ambientais dos países lusófonos foi tranquila, ela certamente esconde conflitos e divergências que precisam ser identificadas e discutidas. Levantarei apenas algumas delas, que a meu ver, me saltaram aos olhos durante o Congresso (na programação oficial, nos corredores e no cafezinho, é claro).

A primeira delas tem a ver com uma expressão já bem batida, mas que ilustra o quadro: "É possível estabelecer unidade na diversidade? Como?". Apesar destes países - Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Portugal, Timor Leste e Galícia (considerando-a como uma nação) - falarem a mesma língua (português), com exceção da Galícia que fala Galego e que foi a língua que deu origem ao Português, há muitas diferenças entre eles. Apresentam situações sociais, econômicas, políticas, ambientais e culturais muito distintas entre si. Esta diversidade também se reflete nas Educações Ambientais que são exercidas nestes países...

A partir disso, recoloco a questão: "É possível estabelecer unidade na diversidade? Que nível de unidade?".

Sinceramente não tenho a menor idéia da resposta, e vejo nesta questão o principal desafio nesta articulação da EA lusófona. Não que ela seja um entrave ou uma barreira à esta articulação, mas certamente representa um desafio que precisa ser enfrentado, de alguma forma.

Pra finalizar esta breve reflexão, vejo uma outra questão importante. Uma expressão que usamos no Brasil ajuda-nos a percebê-la: "precisamos tirar o tapete e limpar a poeira uma a uma"...Ou seja, há muitos pequenos conflitos e divergências que são jogados para baixo do tapete, gerando uma sensação errada de que está tudo limpo. No caso da articulação lusófona de EA é mais ou menos por aí. Há conflitos históricos e atuais, divergências ideológicas, políticas e conceituais e disputa por espaço. Por exemplo: algum país poderia ou deveria liderar este bloco lusófono? Qual? Como os outros países (que serão "liderados") vêem isto?

 

É, realmente, estava tudo muito bom, tudo muito bem....



publicado por fabiodeboni às 14:01
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007
Sobre aquecimento global...Sugestão de Leitura!

Indico leitura da edição especial de Setembro da Revista Caros Amigos, cujo tema é a questão do aquecimento global...Bons textos, boas abordagens e reflexões que nos fazem (re)pensar a questão e, sobretudo, (re)colocá-la numa outra perspectiva, mais crítica e realista.

 

Há inclusive um texto sobre Educação Ambiental.....quem diria....

 

Interessados(as), é só clicar AQUI



publicado por fabiodeboni às 23:55
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