Política e Sustentabilidade sob um ângulo crítico
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
Participantes da Conferência na Índia

Apenas para informar a relação de pessoas que participaram da 4a Conferência Internacional de EA (Tbilisi+30), na Índia:

 

participantes do Brasil: Rachel (CGEA/MEC), Marcos (DEA/MMA), Daniela (DEA/MMA), Moacir Gadotti (FEUSP, Instituto Paulo Freire), Oscar Motomura (Intituto Amana-Key), Vitor Motomura (Instituto Amana-Key), Gabriela (Earth Charter Youth Iniciative e Tunza), Miriam Villela (Carta da Terra, atualmente mora na Costa Rica). Outros paises latinos: Mexico (Edgar Gaudiano), Cuba (Marta Roque).

 

 



publicado por fabiodeboni às 23:12
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007
Impressões e curiosidades da Índia

Nossa correspondente enviou mais notícias da Conferência, agora mais voltadas a curiosidades e impressões....

aí vão elas...(sem acento, do jeito que vieram)...

 

"seguem algumas impressoes:

Desde a chegada no aeroporto, da pra sentir que esse e um pais especial! as pessoas bem solicitas e comunicativas, parecem sempre centradas, no meio da confusao que e o transito, com as buzinas que nao param de soar. por mais caotico que seja o transito, parece que os acidentes sao raros. muitas motos e ricchats (nao sei se e assim que se escreve), que sao "carrinhos" pequeninhos que servem como taxi, com o motorista na frente e dois passageiros atras. a cidade parece caotica, e as pessoas parecem bem tranquilas no meio do caos.

esse tambem e o tom da conferencia, quando parece que as coisas estao caoticas, tudo se resolve, praticamente nao ha filas, nem para a inscricao, almoco, lanche, etc. a conferencia esta acontecendo no Centro de Educacao Ambiental, que e um orgao do governo da India (parece que agora funciona como uma autarquia), que e um lugar que lembra um campus universitario, bastante aborizado e com animais que vivem aqui (esquilos, pavoes e muitos passaros). alguns dos grupos de trabalho estao acontecendo ao ar livre o que deixa o trabalho bem agradavel (foi assim o grupo de Espacos nao formais de aprendizagem). mesmo sendo ao ar livre tinha toda a tecnologia (computador, uma grande tela, microfone...). o clima e de solidariedade e amizade. esse tom parece que e dado mesmo pelos indianos e indianos, bem acolhedores e hospitaleiros e tudo acontecendo tranquilamente. existe um encontro paralelo a conferencia que reune jovens de 21 paises e que vai trazer suas recomendacoes para a declaracao final da conferencia. os voluntarios tambem sao jovens, cuja participacao e financiada pela organizacao em troca do trabalho voluntario (sao jovens indianos e um portugues). apesar da presenca jovem a maioria dos participantes e adulto. esse espirito amigavel reflete-se nos grupos de trabalho que foram oportunidades interessantes de dialogo. as sessoes plenarias tambem foram interessantes, mas com a usual escassez de tempo para debates e perguntas da plenaria. sobre os reais avancos desde a ultima conferencia, ha 10 anos atras, ainda nao tenho clareza... nao houve uma metodologia organizada pra fazer uma leitura analitica do que foi feito desde la. o grande foco de varias sessoes plenarias foi obviamente o tema das mudancas climaticas.

curiosidades: o grande desafio diario e encarar a comida picante. a India e realmente a terra das especiarias, o unico problema e que eles colocam todas juntas em todos os pratos... mesmo quando nos asseguram de que tal prato nao e "hot" e nao e "spicy", pode ter certeza de que e! 

a cada intervalo de almoco, lanche ou jantar, existe um conjunto de musica indiana tocando maravilhosamente! as vezes tambem tem mulheres que dancam. ficar olhando a musica e a maneira como eles tocam e uma emocao a parte!

uma proposta interessante: a organizacao da conferencia esta incentivando os participantes a "neutralizarem" as suas emissoes, por meio de uma parceria com uma empresa que oferece microcredito para projetos de pequenas comunidades rurais. ou seja, calculamos o quanto gastamos em kilometros para vir ate aqui, convertemos em quanto foi emitido de CO2 e isso tem um valor correspondente em euros (nao estou segura se isso e um valor de mercado e como e calculado). mas so pra ter uma ideia, nos que viemos a partir de Sao Paulo, deveriamos pagar 67 euros por trecho se quisessemos neutralizar nossas emissoes, e esse valor seria convertido em microcredito.

ultima curiosidade do dia: realmente camelos e elefantes sao comuns por aqui. como meio de transporte de produtos ou como animais usados em cerimonias. ontem por exemplo passamos por uma procissao de casamento, de manha no caminho do hotel para a conferencia, que tinha 2 elefantes e 2 camelos. a noite tambem vimos 2 camelos transportando um monte de palha (parecia aqueles caminhoes que transportam cana-de-acucar em SP, nas devidas proporcoes). hoje ja tinha outros elefantes na rua ...

estamos preparando um informativo mais "oficial/governamental" para quando voltarmos!"



publicado por fabiodeboni às 16:37
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Mais notícias da Índia

Mais notícias da nossa correspondente Daniela Ferraz, técnica do Departamento de Educação Ambiental do MMA (DEA).

 

"Desde o dia 24/11 estão acontecendo eventos paralelos à 4a Conferência Internacional de EA. Por exemplo o evento "Comunidades Globais para sustentabilidade - dia de apresentacao de casos indianos" em que escolas indianas apresentaram suas iniciativas na área de sustentbilidade, com a participação de delegados da Austrália, parceira do programa. Alem disso, aconteceu o encontro de Lideranças sobre Iniciativas Juvenis ligadas à Carta da Terra, com presença de representante do Brasil. No dia 25 (domingo) vários grupos de trabalho iniciaram suas atividades, todos com o propósito de trocar experiência sobre o tema principal proposto e indicar recomendações que serão reunidas como um produto da Conferência. 

O grupo de trabalho número 6 tratou dos Espaços Não-formais de aprendizagem, em que participou o representante do Departamento de Ed. Ambiental do MMA. As sessões deste GT foram sobre os seguintes temas:

- o papel da educação não-formal na educação para o desenvolvimento sustentável (EDS): desafios e experiências, em que foi apresentado um projeto que reúne 17.000 voluntários na Alemanha, um outro nos EUA que foca  o desenvolvimento de ferramentas digitais de suporte à EA e outro da Índia que trabalhou com 10 ONGs sobre a avaliação de seus projetos comunitários 

- trocas de experiências de educação não-formal para a EDS na Ásia e Pacifico, onde foi compartilhado o propósito da Década da EDS (constante do plano internacional de implementação) e se apresentou o trabalho de estímulo à alfabetização de mulheres na Ásia e Pacífico, que é uma interfaces da DEDS com a Década da Alfabetização e com o movimento de Educação para todos; também foi apresentado um trabalho realizado no sul dos EUA, com participação popular  e construção de consenso por meio de fóruns comunitários

- estabelecendo parcerias na educação não-formal, onde foram apresentadas experiências da Espanha, Suécia, Índia em que todos ressaltaram a importância das parcerias e exemplos de como acontecem em seus programas e projetos

No dia 26 (hoje) continuou o trabalho nos grupos, sendo apresentados vários programas e projetos do governo indiano na area da EA nao formal e tambem foi apresentada a ideia central dos Coletivos Educadores, programa do DEA/MMA, pela representante brasileira. Foram constituidos sub-grupos para elaborarem as recomendações deste grupo de trabalho nos seguintes eixos ligados a EA não-formal: 1) alvos (ou públicos e atores), 2) estratégias e métodos e 3) conteúdos e abrangência.

No dia 27 sera feita uma plenária dentro do grupo de trabalho para finalizar as recomendações deste grupo para a Conferência.

...Por enquanto e isso!"



publicado por fabiodeboni às 18:58
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Informações da Índia: como anda a Conferência?

Postei informações aqui sobre a 4a Conferência Internacional de Educação Ambiental (ICEE, em inglês), também conhecida como Tbilisi+30, e sobre a cidade sede - Ahmedabad. Assim pretendia deixar-nos mais familiarizados com o evento em si e seu contexto indiano, já que estamos a oceanos de distância...

Recebo há pouco informações dos nossos colegas correspondentes sobre a abertura oficial da Conferência (hoje) e das atividades prévias (sábado e domingo).

Ao invés de organizar o relato recebido, preferi transcrevê-lo na íntegra aqui (fiz apenas correções ortográficas). A correspondente é a Daniela Ferraz, técnica do DEA/MMA, e ela nos conta o seguinte:

 

"Escrevo rapidinho pra dar algum retorno. A conferência comecou oficialmente hoje (dia 26) às 9 horas com a sessao inaugural, mas desde sabado ja estao acontecendo grupos de trabalho. Chegamos no domingo de madrugada e participei ontem do primeiro dia do grupo de trabalho sobre "espacos nao formais de aprendizagem" que reuniu pessoas de governo, ongs, empresa e universidade/centros de pesquisa em torno da contribuição da EA não-formal para a educação para o desenvolvimento sustentável. Foram apresentadas experiências dos EUA, Índia, Suécia, Butão, Espanha. Hoje continuou a sessão, após o almoço e daqui a pouco apresentarei o programa de coletivos educadores como parte das nossas políticas públicas de EA nao-formal. Os jovens estão participando da conferência, em grupos de trabalho especificos sobre juventude e também em outros espaços, como por exemplo, houve um jovem na sessao de abertura da conferência e uma jovem na palestra magna que ocorreu em seguida à abertura e ambos falaram. O primeiro é um entusiasta da energia solar e apresentou dados da importância e viabilidade da mesma e da importância do compartilhamento de tecnologias entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. A jovem ressaltou a importância da escuta e do exercicio de escutar quem geralmente está na posição de escuta; escuta significa confiança, respeito, poder e liderança; então escutar jovens e outros segmentos e pessoas que geralmente não são escutados, significa compartilhar com eles poder e liderança. Ela ressaltou também que as recomendações que sairão da conferência levem em conta a voz dos que não estao aqui presentes assegurando espaços para que a posição desses setores e pessoas possa ser incluída e considerada.(...)

Um dado: a conferência conta com a participação de cerca de 90 países. Hoje à tarde Rachel Trajber (CGEA/MEC) e Marcos Sorrentino (DEA/MMA) vão fazer uma apresentação sobre nossas políticas na Sessão Governamental"

 

Fica o relato da colega como forma de nos inteirarmos mais sobre a Conferência. Ficamos no aguardo de mais informações sobre o andamento do evento...



publicado por fabiodeboni às 12:04
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Sábado, 24 de Novembro de 2007
Imagens de Ahmedabad

Inicia-se hoje a 4a Conferência Internacional de Educação Ambiental (ICEE, em inglês) com as atividades da chamada "´pré-conferência". O evento principal começa na 2a feira (26) e vai até 4a feira (28), conforme a programação.

No aguardo de informações dos colegas correspondentes, inicio a "cobertura" da Conferência reunindo algumas imagens interessantes de Ahmedabad, cidade sede do evento (na Índia).

 

Pra começar é importante situar-nos nas informações básicas da cidade. É só clicar AQUI para adentrarmos no mundo de Ahmedabad, já sabendo que as imagens falam mais do que palavras...

 

sem legenda

 

Algum Protesto na cidade. Outubro de 2007

 

 

Caixa-d'água da cidade

 

Destroços do terremoto de 2001

 

Cenas do cotidiano: o "fator" humano em Ahmedabad

 

Recordações nada boas da enchente de 2006

 

Dependência do Centro de Educação Ambiental de Ahmedabad: sede do evento

 

 

Cenas do trânsito na Índia

 

Cenas do cotidiano: o "fator humano

 

Obviamente que estas fotos não são minhas nem dos colegas correspondentes. São imagens da internet que nos ajudam a ilustrar a cidade sede da Conferência. Em breve traremos informações fresquinhas de Ahmedabad - Índia, onde se realiza a Tbilisi+30.

 



publicado por fabiodeboni às 17:25
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
4a Conferência Internacional de EA

 

Começa neste sábado, na Índia, a 4a Conferência Internacional de Educação Ambiental, também conhecida como Tbilisi+30. Passados trinta anos desde a Conferência de Tbilisi (Geórgia, ex-URSS, 1977), que certamente foi (e ainda é) um marco para a Educação Ambiental, a 4a Conferência vai debater novos temas e avaliar um balanço dos avanços desde então.

Vale lembrar que as edições anteriores - Moscou, 1987 e Tessalônica (Grécia), 1997, assim como a atual, passaram meio batidas dos educadores ambientais brasileiros, deixando a memória de Tbilisi ainda mais presente.

Conheça a Declaração de Tbilisi CLICANDO AQUI.

A literatura brasileira reporta que a participação do país na 2a edição desta Conferência - Moscou, 1987 - foi tímida e não havia muito o que mostrar em termos de avanços desde Tibilisi. De fato, o Brasil "oficial" deixou a desejar na sua lição de casa, e consequentemente não tinha muito o que apresentar na Conferência, enquanto que outros países já acumulavam avanços e projetos em andamento.

Já na 3a Conferência - Tessalônica, 1997 - o cenário era outro, e já havia muitos avanços e conquistas brasileiros, especialmente por parte da sociedade. O governo brasileiro promoveu a 1a (e única) Conferência Nacional de Educação Ambiental (20 anos após Tbilisi), uma espécie de preparatória para Tessalônica.

 

Mais informações sobre estes eventos e seus resultados, CLIQUE AQUI.

 

E a 4a Conferência? Quais seus objetivos? Quem participa?

Esta e outras questões podem ser encontradas em alguns links de interesse.

O primeiro deles, refere-se à página oficial do evento: http://www.tbilisiplus30.org/

Nela é possível encontrar diversas informações sobre a Conferência, infelizmente somente em inglês.

Como a Conferência está sendo apoiada pelo PNUMA e UNESCO (ONU), há tambem um pequeno release na página da UNESCO (em inglês, francês e espahol), dando um resumo do evento. CLIQUE AQUI

E a participação do Brasil? Como será?

Já circulou nas redes de EA que o país estará "oficialmente" representado pelo Órgão Gestor da Política Nacional de EA (MMA e MEC), além, obviamente, de outros participantes brasileiros.

Sem dúvida, o Brasil chega para a 4a edição da Conferência Internacional de EA bem mais preparado para suas discussões, com consideráveis acúmulos em termos de políticas públicas e ações diversas no campo da EA. Veremos o desenrolar da Conferência: conflitos, polêmicas, mesmices, avanços, balanços e encaminhamentos.

Procurarei trazer informações atualizadas aqui no blog, a depender dos amig@s correspondentes e dos cybers-cafés...



publicado por fabiodeboni às 11:25
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
O que esperar para a Educação Ambiental em 2008

O ano está encerrando e já seria importante traçar previsões sobre 2008 para a EA brasileira. O ano promete, em especial pela previsão de realização do VI Fórum Brasileiro de EA (Rio), mas há certamente muitas outras perspectivas em vista.

Mas, o que podemos esperar da EA em 2008? Certamente muita coisa...

Óbvio que as dificuldades e desafios da área estão aí colocados e precisam ser continuamente enfrentados, em 2008, 2009, sempre....Comentarei sobre eles em outro texto...

Mas em termos de previsões para 2008, o que é possível fazer?

É claro que a idéia aqui não é ser uma "mãe Diná" mas somente mapear tendências e ações já em andamento ou projetadas para acontecer.

É importante enxergar o aspecto conjuntural para 2008, o qual certamente influi sobre a EA e sobre diversas outras áreas. Algumas questões conjunturais que vejo:

No cenário internacional:

- Início da Fase 2 do Protocolo de Kyoto (2008 - 2012), ainda pouco definida e "em aberto". Há espaço para uma entrada mais efetiva da EA em projetos de MDL, mas isto pode também não acontecer....

- Implementação do Projeto de EA na CPLP (implementação de Programas Nacionais de EA nos países membros, implantação de 2 Salas Verdes em cada país....). Isto contribui para incrementar uma articulação em curso dos educadores ambientais lusófonos, via Rede Lusófona de EA.

No cenário nacional:

- Não podemos esquecer que 2008 é ano eleitoral (Eleições Municipais), o que sempre geram dificuldades, entraves em projetos, mas também promessas e promessas...Quem sabe não seja uma boa oportunidade de institucionalização da EA em diversos municípios?

- 2008 é também ano de realização da III CNMA e III CNIJMA (Conferencia Nacional do Meio Ambiente e Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, respectivamente)...São processos já conhecidos por muitos educadores ambientais, com críticas, ponderações e impactos possíveis.

- Para as Redes de EA 2008 é um ano especialmente promissor: VI Fórum Brasileiro de EA, Encontro de Redes, Pré-Fóruns, etc...Muita coisa promete, e certamente vai girar em função do VI Fórum...

 

Listei apenas macro-questões, e obviamente há inúmeras questões em curso nos âmbitos estadual, municipal, local, etc..Vejo a área de EA num crescente, apesar de isso exigir maior empenho de nossa parte para que a área não seja vista como algo "que qualquer pessoa pode fazer".

Há um movimento em ebulição na EA brasileira - em todos os estados, em inúmeras organizações, pelas redes, pela luta de muitos educadores(as), etc. Aposto muito nisso, e vejo que somamos uma grande força, embora muitas vezes erramos no foco (como bem escrito pelo amigo João Paulo Sotero escreveu no seu texto "Nossos inimigos são outros").

 

Se 2008 promete para a EA, traz consigo as dificuldades, limites e desafios colocados para a área...Portanto, como dizem, "não há almoço grátis" e o trabalho é árduo. Para os colegas que estão chegando na EA fica o convite para que tragam "gás" e energia para inovar e fazer crescer esta importante área. Para quem já está há mais tempo, que saibam acolher os novos tripulantes e que compartilhem suas experiências, maturidade e espírito construtivo em prol da EA brasileira. Há certamente divergências (políticas, ideológicas, conceituais, metodológicas, etc) que são boas para a área, mas que precisam ser explicitadas em momentos oportunos...Projetos importantes para a EA, como o VI Fórum, deveriam, a meu ver, ser encarados por todos(as) como grandes ações coletivas de educadores(as) ambientais, independentemente de serem vermelhos, azuis, amarelos, a favor ou contra do Órgão Gestor, corinthianos, palmeirenses, flamenguistas, acadêmicos, gestores, empresários, consultores, etc...

Se toda esta "fauna" (na qual me incluo, obviamente) se unir para a realização do VI Fórum, por exemplo, certamente a EA brasileira dará um passo importante rumo a sua melhor inserção na sociedade. Não esperemos para ver, pois, neste caso, quem espera nunca alcança....



publicado por fabiodeboni às 10:43
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
A (não) pauta da vez: gestão das redes de EA

Fala-se muito sobre as Redes de Educação Ambiental - seus conceitos, estruturas, modelos, princípios, exemplos, limites e potencialidades - e percebe-se facilmente que se trata de um assunto "na moda" hoje em dia.

Até mesmo no Congresso Lusófono de EA (setembro de 2007, Santiago de Compostela) este tema despertou forte interesse, especialmente junto ao público espanhol e português, que têm lançado mão de outros modelos de organização de educadores: associações, sociedades, etc.

Se fizermos uma rápida busca pela internet e nos livros, encontraremos um conjunto de textos abordando aspectos conceituais das redes, inclusive seus limites e desafios, o que ajuda-nos a melhor compreender esta nova forma de organização. Entretanto um tema que não tem sido explorado, e fica quase que encoberto refere-se à gestão das redes de EA, e consequentemente da gestão da própria EA.

Não estou falando da EA na gestão participativa, ou da EA na gestão ambiental, que também são áreas importantes, mas sim da gestão dos processos de EA. Este assunto que faz levantar questões como:

  • Como se faz a gestão dos projetos e organizações que atuam com EA?
  • Que modelos de gestão são aplicados no dia a dia destas iniciativas? Eles têm sido eficazes e eficientes?
  • Como as redes de EA exercitam no seu cotidiano os princípios de gestão que pregam? (multiliderança, horizontalidade, e tantos outros)
  • Quem são os responsáveis por liderar a gestão das redes de EA? Como conduzir ou facilitar este processo sem  ser contraditório com os princípios da rede?

Há certamente outras tantas questões referentes ao tema "gestão da EA", seja nas redes ou em qualquer organização ou projeto de EA. Vejo aí mais um tema pouco explorado na EA e que deveria ser mais discutido e trabalhado. Certamente aqui no Brasil temos construído modelos de gestão de processos de EA bastante inovadores, mas infelizmente temos registrado pouco estas experiências. Além disso, seria importante promovermos mais intercâmbios entre estes aprendizados, discuti-los, refletir sobre eles, tirar conclusões possíveis, etc.  

Acredito que os modelos participativos são mais coerentes e interessantes, mas nem sempre são os mais eficientes, sobretudo quando se exige rapidez e maturidade do grupo envolvido. Modelos mais centralizados e hierárquicos não devem ser, todavia, condenados e massacrados, pois há espaço para eles também na EA. Há situações e circunstâncias onde não há espaço para modelos muito ousados. O problema que vejo aí é o grupo não assumir explicitamente a opção de gestão adotada, ou seja, praticar um modelo e dizer que faz outro.

A meu ver, não podemos ter medo de perceber os limites de uma dada situação, assumi-los e ser transparente nos modelos e métodos de gestão que adotamos em nossas organizações, com a clareza de que tanto eles quanto a situação não são estáticos, e, portanto, mudam de tempos em tempos, pra melhor e pra pior....Estamos atentos a estas mudanças?



publicado por fabiodeboni às 11:11
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
10 Imagens sobre Mudanças Climáticas

Tenho cada vez mais me inteirado sobre o tema das Mudanças Climáticas, e percebo que se trata de uma área bem complexa, repleta de termos e jargões nada didáticos. Vejo que a EA pode e deve se apropriar mais destes termos, procurando compreender com mais profundidade o tema, seus fenômenos, consequências e mecanismos. O próprio mercado de carbono é algo ainda desconhcido pela EA, e precisa ser melhor compreendido.

Deixo aqui uma sugestão de leitura de um texto do José Eli da Veiga abordando as controvérsias do tema (políticas, econômicas e científicas). CLIQUE AQUI

Selecionei na internet 10 figuras que considerei mais interessantes a respeito do tema, e as publico aqui. Meu objetivo com isso é estimular que nós, educadores(as) ambientais, olhemos com mais carinho para o tema e que, enxerguemos nas figuras oportunidades pedagógicas de explorarmos o tema em nossas práticas. Não pretendo aqui fazer propaganda desta ou daquela organização, nem levantar esta ou aquela bandeira. Todas as figuras, sejam charges ou campanhas, trazem algum argumento relativo ao debate do tema, e creio que isto é positivo para o nosso trabalho como educadores....

É só clicar na imagem para vê-la ampliada....

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por fabiodeboni às 11:30
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
Será que é disto que eu necessito?

Neste texto vou linkar esta reflexão com duas músicas dos Titãs, banda de rock bem conhecida e que dispensa apresentações. A primeira cujo título é o mesmo deste texto tem outro significado, mas me fez pensar nesta reflexão, pautada numa mera observação das pessoas no dia a dia.

Para que trabalhar tanto, estar sempre correndo, sem tempo, e estressado? Esta conduta é realmente necessária? Para quê?

Afinal, que "padrão de vida" queremos manter? Se o trabalho consome todo o nosso tempo, a meu ver, ele deixa de ser trabalho.

Finais de semana com reuniões, noites adentro fechando relatórios e elaborando projetos, viagens constantes, e a família? E a vida social? E a prática de esportes? Lazer? Ócio puro?

O lógica que impera é sempre a mesma: trabalhar, trabalhar, acumular, para quem sabe, algum dia, disfrutar de tudo isso, e sobretudo, deixar para os filhos.

Pergunto: tudo isso vale a pena? Há outras formas de se levar a vida, sem deixar de lado o trabalho, a família, a vida social, o lazer e o ócio? Penso que sim, e que cabe a cada um traçar estes novos rumos.

Aqui faço o link com a outra música dos Titãs, Epitáfio, que é tão interessante e nos diz coisas aparentemente óbvias, mas pouco seguidas por nós em nosso dia a dia.  Deixo aqui um trecho para refletirmos no feriado...

 

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado -- a vida como ela é
A cada um cabe alegrias -- e a tristeza que vier



publicado por fabiodeboni às 15:46
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