Política e Sustentabilidade sob um ângulo crítico
Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
A nova velha polêmica do desmatamento

 

Os jornais desta semana vêm amplificando um antigo embate entre diferentes setores acerca do avanço do desmatamento na Amazônia. A questão é que estes setores muitas vezes encontram-se no mesmo time; não são, portanto, adversários, pelo menos teoricamente. Para além do já conhecido embate entre agronegócio e ambientalistas o que chama atenção são as divergência visíveis dentro do governo federal. Isto também não se apresenta como uma novidade, mas os últimos dados e notícias veiculados são bons exemplos de situações onde as diferentes correntes dentro do governo se tornam mais visiveis.

Obviamente estas posições são dinâmicas e são difíceis de serem rotuladas, mas certamente remetem a rumos e opções político-institucionais.

Será que realmente MMA e MDA estão do mesmo lado?

Uma reportagem do portal Eco-Finanças aponta que não. CLIQUE AQUI para conhecer esta polêmica.

Depoimentos do presidente Lula foram veiculados na mídia ontem e hoje, sinalizando que há divergências claras no que diz respeito à interpretação do problema. Será que o desmatamento na Amazônia seria apenas uma coceira, como mencionou o presidente? Penso estar mais para uma catapora...CLIQUE AQUI para conhecer a versão "oficial" da presidência da república.

 

Disponibilizo um último link (CLIQUE AQUI), do ISA, que conta um pouco mais sobre o tema, inclusive fazendo um retrospecto de outras medidas que já vêm sendo construídas e tomadas para enfrentar a questão do desmatamento.

 

Fica aí a provocação para a reflexão, afinal a polêmica não é nova e não deve sair da pauta nos próximos anos (pra não dizer décadas, se é que algo vai sobrar até lá). Geralmente não sou pessimista, pelo contrário, mas neste caso (desmatamento na Amazônia), por conhecer a região, tendo a considerar que estamos distantes de enfrentar de frente o problema. O que temos feito é, no máximo, tangenciado a raiz da questão. Nada além disso, pelo menos até agora.

 

Aliás quem quiser conhecer alguns dados de maneira divertida (irônica), disponibilizo um vídeo do greenpeace.

 

 



publicado por fabiodeboni às 22:39
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Conhecendo Marcelândia

A lista divulgada pelo MMA esta semana (CLIQUE AQUI) revela no seu topo o município de Marcelândia, no norte do Mato Grosso como sendo o campeão de desmatamento de agosto a dezembro de 2007. O município fica entre a BR-163 e o Parque Nacional do Xingu.

 

 

Reuni alguns links para apresentar o Município, que de certa forma ajuda a ilustrar o perfil da maioria dos municípios divulgados na lista do MMA.

 

Saiba mais sobre Marcelândia:

CLIQUE AQUI

 

Página da prefeitura, CLIQUE AQUI.

 

Conheça o padrão de desmatamento da região, CLICANDO AQUI.

 



publicado por fabiodeboni às 22:50
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Qual a medida certa?

Nas formações que realizamos na área socioambiental sempre buscamos equilibrar as expectativas dos participantes com a dos formadores. De um lado, há uma demanda concreta por receitas, coisas concretas e que ajudem a responder o famoso ditado "e segunda-feira de manhã, o que eu faço?". Por outro, há um receio generalizado em oferecer receitas nestas formações.

O que tenho visto vai em diversas direções. Desde a de formatarmos processos de formação ultra complexos, excessivamente acadêmicos e distantes do perfil dos alunos, até em cursinhos recheados de receitas. Seria tão difícil assim encontrar um equilíbrio?

Vejo na proposta dos cardápios de aprendizagens uma boa perspectiva que vai nesta direção. Infelizmente eles nem sempre são devidamente utilizados, e acabam caindo num listado de receitas.

Mas então, como encontrar a medida certa? Aliás, ela existe?

Acredito que é possível avançarmos em algo mais equilibrado, mas como fazer? Algumas pistas passam necessariamente por conhecermos o perfil do público que vamos trabalhar, as condições objetivas (tempo, recursos, etc), o perfil dos formadores, e a proposta pedagógica.

Se as pessoas tendem a demandar receitas e nós, educadores, a oferecer soluções complexas demais, é preciso ajustar nossos ponteiros. Aí temos um baita desafio. Conhecendo bem nosso público, sabemos que quando não oferecemos algum "porto-seguro" nas formações, gera-se conflito. E quando só oferecemos receitas, gera-se uma formação vazia.

Creio que este equilíbrio vai na direção do que diz um colega educador ambiental: "Educação Ambiental: apontar caminhos ou fortalecer os caminhantes?".

 



publicado por fabiodeboni às 18:06
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Momento do cafezinho

Perceba que o momento do cafezinho é sempre interessante nos eventos de Educação Ambiental. É a hora do conchavo, dos assuntos picantes, da fofoca, e da troca de informações "quentes" que dificilmente ocorre nos grupos ou na plenária. Mas porque será que isto acontece? Seria uma característica nossa, dos(as) educadores(as) ambientais ou do povo brasileiro?

Sinceramente não tenho esta resposta. Vejo o momento do cafezinho, dos corredores, da refeição e da cervejinha como excelentes oportunidades de aprendizado, de articulação, de troca de experiências e de acordos e acertos possíveis. São momentos ricos e muito presentes nos eventos de EA pelo país.

O que me motiva a olhar com mais atenção para eles é quando eles passam a ser os momentos mais importantes dos eventos. Aí certamente há algo errado. Se o melhor de um encontro de EA é o momento do cafezinho, pode-se levantar algumas hipóteses sobre este fato:

1. A programação e a metodologia do encontro foram mal dimensionadas - foram construídas às pressas, sem o devido cuidado e sem o devido conhecimento prévio do perfil dos participantes. Já sabemos que os participantes não aguentam mais aqueles formatos tradicionais de palestras, palestras e palestras, com falas longas, cansativas e de difícil compreensão, e com aqueles 10 minutos ao final para debates e perguntas.

2. Houve uma sobrecarga de atividades na programação: atividades começando das 7 da manhã até as 10 da noite - mesas redondas, grupos de trabalho, vídeos, palestras, etc. É tanta coisa que queremos colocar que nos esquecemos que somos seres humanos e que precisamos de tempo para refletir, digerir tanta informação, descansar, curtir, etc.

Há outras possíveis hipóteses, mas páro nestas duas.

E retornando ao momento do cafezinho: se a ele fosse dado maior importância, ele poderia ser um ótimo aliado à programação dos eventos de EA. Se não pode "derrotá-lo" porque não unir-se a ele?

 

Em função desta constatação (não da área de EA) é que surgiu uma metodologia chamada de "Espaço Aberto" (open space, em inglês). Ela procura deixar os participantes mais "livres" para levantar e discutir os temas que têm interesse, desde que a partir de algumas regras. Ela não se aplica a qualquer situação, público e contexto, mas em algumas situações cai como uma luva.

Quem sabe não a tornemos mais presente nos eventos de EA pelo país? Afinal, ninguém é louco o bastante para acabar com o nobre momento do cafezinho, seja com ou sem açucar, no copinho descartável ou nas canecas que ganhamos nos eventos por aí....Aliás, o que fazemos com elas depois?



publicado por fabiodeboni às 13:54
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
Cidade sustentável?

Circulou nos e-mails, listas e na mídia esta semana, uma notícia sobre a construção da 1a cidade sustentável do mundo, nos Emirados Árabes Unidos.

Confesso que recebi a notícia num misto de alegria e de perplexidade. Por um lado, esperança ao ver que iniciativas deste tipo são uma realidade hoje em dia, e por outro, estranhamento ao ver as possíveis armadilhas do caso.

 

CLIQUE AQUI para acessar a reportagem.

 

Explico melhor esta perplexidade:

1. Quem está por trás do empreendimento?

Vê-se que é uma empresa de energia do país. Mas o que uma empresa deste ramo teria de interesse em promover este tipo de empreendimento? Seria uma ação gratuita?

2. Qual o escopo do projeto?

O projeto, aparentemente "bonitinho", precisa ser analisado mais a fundo. Infelizmente a reportagem é bastante resumida e não permite isto. Mas se tentarmos identificar as entrelinhas, podemos perceber que o enfoque é mais voltado a questões estruturais (transporte, energia, organização espacial, planejamento urbano) e menos em questões sociais e culturais (pra ficar só nestas).

3. Quem será a popluação da cidade?

O "preenchimento" da cidade será feito como um lançamento de condomínio?

 

Tentando olhar aspectos positivos do projeto, espero que ele gere tecnologias, conhecimentos e experiências "sustentáveis" para serem implementadas em outras cidades do mundo. Novas possibilidades para o transporte público, para a produção e aproveitamento energético, resíduos, etc.

Caso contrário, ela se tornará na nova coqueluche do mercado imobiliário. Aliás isto já uma realidade. Já li duas outras reportagens sobre a construção de novas cidades - na China e no Brasil (na grande São Paulo), por grandes grupos econômicos. Nestes casos, nada de "ecológico" nas propostas.



publicado por fabiodeboni às 21:29
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 19 de Janeiro de 2008
Relógio Mundial

Recebi outro dia por e-mail o link deste site. Trata-se de um contador população mundial - nascimentos, mortes, doenças, e muitos outros dados e estatísticas. É interessante para termos uma dimensão global destas estimativas..


Para acessar, CLIQUE AQUI.

 

Dica: no alto da página, há algumas bolinhas que organizam os dados por ano, mês, semana, dia, e no instante...Vale a pena comparar cada um.

Caso você não clique em nada, você verá os dados anuais.

 

Mas, cuidado para não levar muito ao pé da letra os dados e a proposta do tal contador. É importante perceber que a discussão sobre o crescimento populacional é antiga, e embora volte com força de tempos em tempos, precisa ser relativizada. Afinal, não é possível comparar UM americano com um Africano, não é?



publicado por fabiodeboni às 22:49
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
Mudanças Climáticas nos Jornais Brasileiros

A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) em parceria com a Embaixada Britânica lançou, nesta terça-feira (15/01), o resultado de uma pesquisa chamada "Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira: uma análise de 50 jornais no período de julho de 2005 a junho de 2007". O estudo revela de forma bastante honesta, direta e precisa a forma como a mídia brasileira (jornais) têm coberto o tema, com que frequência, com qual enfoque, etc.

Vale a pena conferir o relatório completo, CLICANDO AQUI.

 

Em linhas gerais, algumas conclusões do estudo:

  • os jornais estão cobrindo com mais frequência o assunto, especialmente os "grandes jornais" - Folha, Estadão, Globo, Correio Braziliense, Valor Econômico e Gazeta Mercantil). A média de reportagens é de uma a cada dois dias.
  • os jornais têm procurado diversificar suas fontes.
  • as reportagens apresentam carências de contextualização (conceitual, das causas e consequências, dos responsáveis, etc).
  • menos de 15% destas reportagens fazem um link entre o tema e a agenda de desenvolvimento do país/mundo.
  • a maioria das reportagens prefere o enfoque do "aquecimento global" do que o das "Mudanças Climáticas". Seria reflexo de algo? Seria uma simples opção de termos ou reflexo de uma opção conceitual para abordar o assunto?

Há muitos outros elementos apresentados na pesquisa. Um deles refere-se às oportunidades perdidas pelas reportagens, que, por sinal, não foram poucas. E como o foco da ANDI é na defesa dos direitos das crianças, foi a partir desta ótica que a pesquisa foi realizada. Realmente vale a pena conferir!



publicado por fabiodeboni às 22:33
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
Surpresa ou cegueira?

O mundo todo está ligado nas eleições presidenciais dos EUA. Por bem ou por mal, é preciso estar atento a este processo, pois ele influencia todo o mundo (pelo menos por enquanto).

Apesar da cobertura da mídia brasileira, pesquei outro dia num noticiário uma pista interessante. Falou-se sobre a influência do público jovem (18 a 29 anos) nas eleições americanas. Os jovens de lá, em geral, estão contra a guerra no Iraque (ufa!), preocupados com o aquecimento global (será?) e mais interessados em política (como?). Além disso, estão mais presentes no pleito nos estados, que iniciou de forma bem disputada.

Seria uma surpresa essa boa participação da juventude de lá no processo eleitoral? Ou seria reflexo de uma certa cegueira da mídia (e da sociedade) com relação à juventude? Explicando melhor: a sociedade percebe pouco a juventude (e suas ações) e, em geral, só a enxerga em situações ruins (páginas policiais).

Infelizmente este quadro é semelhante aqui no Brasil, onde se remete o jovem ainda é visto como "problema" e não como "solução".

Certamente será este segmento que vai decidir as eleições por lá. Espero que este perfil mais "progressista" se reflita no resultado da eleição.

Será que aqui no Brasil, nas eleições municipais, este quadro também vai acontecer?

Isto, veremos em breve...



publicado por fabiodeboni às 23:13
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Duas visões sobre Chico Mendes

2008 é um ano cheio de acontecimentos e marcos, no mínimo curiosos, pra não usar outra palavra.

- eleições nos EUA (e se possível, o fim da desastrosa "era-bush")

- comemorações dos 200 anos da vinda da família real para o Brasil (que bela comemoração!)

- aniversário de 20 anos do assassinato de Chico Mendes.

É sobre este último fato que escrevo.

No ano passado li alguns textos sobre Chico Mendes, talvez escritos em função da tal mini-série que a Globo passou. O interessante é que nestas leituras consegui identificar duas visões distintas sobre Chico Mendes e seu legado. Reuno-as aqui, para que o(a) leitor(a) reflita a respeito.

Uma visão menos comum de nos depararmos, é a trazida no texto de Marc Dourojeanni, que questiona a visão de "herói ambientalista" conferida a Chico...CLIQUE AQUI para ler o texto.

Já a outra visão, mais comum para nós, ambientalistas e educadores ambientais, defende a efetiva contribuição de Chico Mendes para a proteção ambiental. É um texto de José Augusto Pádua, que inclusive, dialoga com o texto acima, fazendo contrapontos bem interessantes. CLIQUE AQUI para lê-lo.

E depois destas leituras alguém quiser saber mais a respeito da história de Chico Mendes, CLIQUE AQUI e conheça o Comitê criado em sua homenagem.



publicado por fabiodeboni às 13:27
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
Os erros de Lomborg

Há alguns meses atrás escrevi um texto aqui comentando o livro do "anti-ambientalista" Bjørn Lomborg, cujo título no Brasil foi "O ambientalista cético". O livro vem causando bastante polêmica, e na ocasião do meu texto eu comentei a respeito da importância de levantarmos os diferentes pontos de vista sobre o debate ambiental. De fato, Lomborg traz uma visão bastante diferente da corrente atual levantada pela trupe IPCC, Al Gore e Stern, contrapondo argumentos, cenários de futuro e causas atuais.

Meu objetivo aqui não é defendê-lo, mas apenas trazer um novo elemento neste debate. Conheci outro dia um site (de um sujeito da Dinamarca) chamado de "Erros de Lomborg", que mostra os erros (um a um) da obra do tal "anti-ambientalista".

O site é bem interessante e profundo. Ele pega o livro e passa um pente fino em cada dado apresentado, cada nota de rodapé, etc.

As conclusões do site são, em linhas gerais, que o tal Lomborg é super tendencioso nas suas ponderações eprocura desqualificar a trupe IPCC e Al Gore, para desta forma, fazer ganhar força suas considerações.

Para quem se interessou, CLIQUE AQUI para acessar tal site.

Quem tiver dificuldade em ler o conteúdo do site (que está em Inglês), é só usar uma ferramenta de tradução de páginas, CLICANDO AQUI.



publicado por fabiodeboni às 22:53
link do post | comentar | favorito
|

quem sou eu?
pesquisar
 
Novembro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
25
26
27
28

29
30


Estatísticas de Acesso
arquivos

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

textos recentes

Repensando a filantropia

Lula e a destruição da me...

Análise política

Sensacionalista

Visão política

Entrevista - Boaventura

Fim do golpe?

A crise e a mídia

Marina

O silêncio de Marina

links
blogs SAPO
subscrever feeds