Política e Sustentabilidade sob um ângulo crítico
Domingo, 31 de Agosto de 2008
Ilusões de ótica

Reportagem do Estadão da última 5a feira nos informa sobre algumas "novidades" relacionadas ao tema "Sustentabilidade", mas nas entrelinhas nos indica pelo menos três pistas importantes de serem analisadas.

Antes delas, CLIQUE AQUI para ler a reportagem.

Ela trata de três assuntos:

1. A Xcel Energy, uma empresa de energia dos EUA, vai informar os riscos financeiros que a mudança climática imprime ao seu negócio, até então algo raro no meio.

2. O nosso diesel é um dos mais nocivos do mundo, e uma resolução do CONAMA, de 2002, que estabelecia a adoção de um diesel "mais limpo" vai ser finalmente adotada, 6 anos depois...Mas só parcialmente...

3. SP vai realizar o 2o Leilão de créditos de carbono, provenientes de 2 aterros, no dia 25 de setembro...

 

Destes três informes que a reportagem nos apresenta, ressalto três pistas relevantes nas entrelinhas (dentre tantas outras):

1. De fato a questão ambiental vem ganhando espaço na sociedade e em setores historicamente contrários ao tema. Isto se dá não por mérito nosso - ambientalistas - mas sim pelo fato do tema ter se tornado um novo negócio. Isso mesmo, meio ambiente é agora mais um eldorado do mercado internacional.

2. Dialogando com o polêmico Lomborg, também acho que o Protocolo de Kyoto não é a saída mais interessante para enfrentar o aquecimento global. O tal leilão da BM&F, de SP, em nada vai contribuir para enfrentarmos este problema, pelo contrário, vai limpar a barra de muitos setores e empresas que precisam cortar emissões mas não o farão, e, por isso, necessitam comprar créditos de carbono para cumprirem suas metas. É isso, eu pago e fico bem na foto, e tudo continua como d'antes....E pior ainda, quem lucra com isso é uma empresa que administra dois aterros sanitários, vulgos lixões..

3. Que a pasta "meio ambiente" segue frágil no campo das políticas públicas (sejam federais, estaduais ou municipais) é claro e notório. A reportagem nos mostra isso. O CONAMA, que tem poder de emanar Resoluções (com força de uma "lei") não conseguiu emplacar a resolução sobre as mudanças na composição do Diesel usado no Brasil...Mais uma "lei" que não pegou no Brasil. Não precisa nem dizer por quê....

 

São estas ilusões de ótica que precisamos desvelar, para não cairmos na armadilha de que a questão ambiental vai bem, obrigado. O que temos visto é muitos grandões entrarem nesta briga, travestidos de novos-verdes e loucos para ganharem dinheiro com o novo filão que se apresenta.

 



publicado por fabiodeboni às 13:50
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
Decisão congelada

Esta 4a feira estava bastante agitada na praça dos três poderes, em Brasília, especialmente em frente ao Supremo Tribunal Federal. Havia, inclusive, um cerco restringindo o acesso de curiosos, e a presença de policiais para "colocar ordem" no local. Quem passava por ali logo percebia que ali havia algo fora do "normal", embora o cidadão brasiliense já esteja de certa forma acostumado com manifestações e passeatas que congestionam a Esplanada dos Ministérios e causam problemas ao "cidadão comum".

O fato é que a decisão do STF foi adiada, a partir do pedido de vistas de um ministro. Ou seja, a questão só será decidida no final do ano.

E enquanto isso? Como fica a situação do conflito existente na área?

De um lado os arrozeiros seguem suas atividades e do outro os indígenas seguem sua luta pela retomada de suas terras. No meio, o Estado de Roraima "mediando" o conflito a favor dos arrozeiros e acusando as ONGs internacionais, o governo federal e a cobiça internacional de "olho grande" na Amazônia e de restringirem o desenvolvimento econômico de Roraima.

Olhando sobre o prisma pedagógico, digamos que temos aí um belo estudo de caso, bom para servir de base para construção de conceitos e reflexão de aspectos relacionados à temática socioambiental. Seguindo este raciocínio, uma dimensão que me parece fundamental é a de mapeamento da situação do tema; levantar informações, de diferentes fontes e procurar identificar as posições dos diferentes setores sobre o processo de demarcação da Reserva.

Para isto, ofereço um link de uma entrevista do fantástico Dalmo Dallari sobre o tema. Vasculhei a grande mídia em busca de informação de qualidade, e confesso a dificuldade de encontrar algo relevante para entendermos com mais profundidade o tema. Elas bem que tentam ser "imparciais", mas deixam escapar com certa facilidade o "lado" que estão.

CLIQUE AQUI para ver a cobertura da Folha de SP. O mais interessante é ler os comentários, ao final da matéria, que são postados pelos leitores (após, é claro, uma seleção da própria Folha). É aí que ela escorrega pra valer e nos deixa sinais da sua posição.

 

Finalmente segue o link da bela entrevista que Dalmo Dallari concedeu à BBC Brasil, que aliás, o bombardeou com boas perguntas. CLIQUE AQUI e divirta-se.

E pra quem quer saber mais sobre a Reserva, CLIQUE AQUI.

 



publicado por fabiodeboni às 00:54
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
EA no Salto para o Futuro

Está rolando esta semana uma série de programas sobre Educação Ambiental no "Salto para o Futuro", uma iniciativa do MEC em parceria com a TVE. Para saber mais sobre o Programa "Salto para o Futuro", CLIQUE AQUI.

 

Pra quem não sabia, a Educação Ambiental (EA) já havia sido tema de um programa em março deste ano. CLIQUE AQUI para acessar o conteúdo deste programa, cujo tema foi "Educação Ambiental no Brasil".

 

Já o tema do programa desta semana é "Mudanças Ambientais Globais", tema da III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente. CLIQUE AQUI para acessar o conteúdo do Programa.

 

A abordagem trazida sobre o tema é bem interessante, pois dá um salto ao senso comum e à parcialidade pregada pelas "mudanças climáticas", indicando que o tema é mais complexo e que há outras dimensões para além da climática. Trata-se de um debate atual e pertinente, e que está sendo oferecido a totalidade das escolas brasileiras (de 5a a 8a séries). Uma pena que não se pode estabelecer um canal mais continuado com elas, pois aí sim o estrago (no bom sentido) seria fenomenal.

 



publicado por fabiodeboni às 00:57
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
O polêmico Lomborg

Enquanto o mundo inteiro segue rezando na cartilha da redução do CO2 através do Protocolo de Kyoto, uma voz segue dissidente. Trata-se do ambientalista cético, o dinamarquês Bjorn Lomborg.

Autor dos livros "O Ambientalista Cético" e "Cool it: muita calma nessa hora" ele traz outra visão sobre o tema, fazendo-nos refletir sobre algo que perece ser dado como "líquido e certo".

A Folha publicou uma reportagem dias atrás comentando sobre o autor e sobre seu novo livro (foto da capa abaixo). CLIQUE AQUI para ler a breve reportagem.

 

 

Descontando a ironia nas entrelinhas da reportagem é possível saber mais sobre o autor e as polêmicas que ele levanta.

 

Estou lendo este livro e o autor nos brinda com relevantes questões que nos fazem refletir sobre o tema da moda - Mudanças Climáticas e Aquecimento Global. Não que ele esteja com a verdade, mas levanta diversos questionamentos que nos mostram que Al Gore & Cia talvez também não estejam plenamete com a razão.

Comentarei sobre algumas relevantes questões levantadas no livro em outro texto, mas a tese principal de Lomborg é o questionamento sobre a eficiência e eficácia do Protocolo de Kyoto. A um custo muito alto, o seu impacto para o planeta, a seu ver, seria irrisório. E ele nos mostra dados (e muitas notas de rodapés) procurando nos convencer disso. Para ele, há outras prioridades mais relevantes e urgentes para o mundo enfrentar (como a pobreza), a um custo menor e com maior impacto efetivo do que investir tanto no Protocolo de Kyoto.

 

Para quem quiser saber mais sobre o autor (coisa que a reportagem da Folha não faz), é só CLICAR AQUI para acessar a sua página.

 

E finalmente vale a pena conhecer também um site criado por vários especialistas para nos mostrar os erros de Lomborg - uma espécie de contra-argumentação da sua tese. CLIQUE AQUI para acessar o site "Os erros de Lomborg".



publicado por fabiodeboni às 11:21
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
Pensando em voz alta

Imaginava que no campo da Educação Ambiental havia harmonia e integração entre educadores, ainda que pudesse haver uma justa e necessária divergência de pensamentos, posições e opiniões. Entretanto, a meu ver, elas nunca atingiriam um patamar de disputas pesadas, daquelas que infelizmente estamos acostumados a ver nos noticiários políticos nacionais. Disputas que se utilizam dos métodos mais abomináveis e anti-éticos que possamos imaginar.

Ingenuidade a minha achar que a Educação Ambiental pudesse se encontrar à parte de todas estas infelizes, mas presentes, mazelas do relacionamento humano. Ingenuidade a minha imaginar que todos nós educadores(as) ambientais somos grandes amigos e que convivemos de maneira respeitosa e com um sadio conflito. Ao contrário do que alguns possam imaginar não nego nem neutralizo a existência do conflito, afinal ele é inerente à nossa condição humana, social e política, mas não podia imaginar que, por conta dele, todos os meios seriam justificáveis. Ingenuidade a minha…
Os acontecimentos recentes no cenário político nacional da Educação Ambiental brasileira contribuíram para apresentar-me contornos mais realistas do campo em que atuo, permeado de discursos bonitos, pautados em Paulo Freire e tantos outros educadores libertários, mas recheado de práticas incoerentes, irresponsáveis e injustificáveis. Refiro-me a práticas que tanto criticamos em nossos discursos – traições, armações, conspirações, puxações de tapete, omissão da verdade, e tantas outras atitudes que lançamos mão em nosso dia a dia para, supostamente, promover transformações culturais, sociais e ambientais.
Queremos transformar o planeta, mas sequer conseguimos ser solidários com nossos colegas de trabalho. Queremos mudar a realidade que nos cerca, mas não sabemos ser honestos conosco mesmos e saber explicitar de maneira franca nossa crítica. Queremos tanta coisa bonita para o mundo, mas continuamos agindo nos bastidores para não nos queimarmos com ninguém. Pregamos uma EA não neutra, mas não queremos nos posicionar publicamente para não ficarmos “queimados” com estes ou aqueles grupos. Queremos massificar a educação ambiental, mas insistimos em falar difícil e complicar e nosso discurso.
Ingenuidade a minha imaginar que na Educação Ambiental não houvesse contradições nem distanciamento entre o que se prega e o que se faz.
Afinal ser ingênuo é uma característica que, infelizmente, vai se perdendo com a maturidade. Sou jovem e ainda carrego comigo uma ingenuidade que me mantém animado e esperançoso com o campo que escolhi, por livre vontade, atuar e militar. Sim, a Educação Ambiental é um campo também jovem e, portanto, em consolidação e em disputa. A questão é a maneira como esta disputa é (e vem sendo) travada. É aí que a minha ingenuidade mergulha de cabeça na realidade nua e crua da vida. É neste momento que tudo o que leio em belos artigos de colegas se desmancha no ar, perde sentido e evidencia sua contradição. É aí que percebo o quanto precisamos rejuvenescer a EA brasileira, trazendo novos olhares, novas idéias e, sobretudo, novas práticas. As velhas práticas de fazer política já não servem mais e não nos ajudarão a transformar o mundo na direção da tão pregada sustentabilidade que sonhamos. Antes que a maturidade dos mais experientes me condene, explico o que digo com o termo “rejuvenescer”. Lembro-me sim da música que muito bem cantou Elis “e precisamos todos rejuvenescer” e, com ela, estendo o convite a todos: vamos nos permitir rejuvenescer! Abrir mão de velhas práticas, de velhos hábitos, de pensamentos conservadores. Dar oportunidade ao novo – pessoas, idéias, formas de agir e de se organizar – ao ousar e ao transgredir. Não me refiro à rebeldia sem causa de uma juventude transviada, mas sim de rejuvenescermos com rumo, com objetivos e, principalmente, com métodos inovadores e coerentes com nosso discurso.
Seria muita ingenuidade a minha crer que tudo isto ainda é possível? Creio que não, mas posso estar equivocado e, mais à frente, a vida me mostrar o contrário. O importante é buscar ser o mais coerente possível com o que penso, falo, vivo e pratico, e a partir daí tocar a vida adiante encarando cada desafio que nos espera.
Na EA não é diferente. Se por um lado é um campo com bastante espaço para inovações – novas áreas e temas para pesquisar, elaborar materiais, formar pessoas, etc – tem se revelado num espaço com medo de inovar; receio de dizer o que ainda não foi dito; de contrariar o que vem sendo dito e feito, etc. Perceba nos encontros, congressos e fóruns de EA: as experiências apresentadas não trazem algo realmente inovador e que nos inspire a trilhar novos rumos; os participantes continuam se engalfinhando nos estandes para obter materiais que nem sabem o que são; as palestras mais disputadas trazem sempre as mesmas pessoas com belos discursos, mas sem espaço para interação e debate; alguns educadores mais conhecidos tropeçam no próprio ego e se portam como “celebridades”; as melhores conversas continuam acontecendo nos corredores e no cafezinho… São apenas exemplos de cenas que podemos presenciar em eventos de EA com certa facilidade.
Por tudo isso e muito mais tenho andado “cabreiro” e chateado com a EA brasileira, que tanto se gaba de ser uma das mais belas e pertinentes do mundo. Do que conheço de outras experiências internacionais pode até ser que estejamos bem na foto no quesito conjunto de idéias, mas no quesito organização acho que temos muito chão pela frente. A começar pela Rede Brasileira de EA – Rebea – que vive um momento difícil. Tem potencial para crescer e se fortalecer, mas não tem conseguido alavancar seus próprios projetos, produtos e ações, haja vista a dificuldade na realização do V e VI Fóruns Brasileiros de EA, dentre outras. Ainda creio que as redes são apenas um meio para se atingir determinados objetivos e propósitos. Sendo assim, quais seriam os objetivos da Rebea? Eles são reais e alcançáveis com as condições atuais da rede?
 
Sigo pensando em voz alta, procurando conversar com meus botões e enxergar o campo em que atuo. Que bom que ele me mostre as inúmeras oportunidades de trabalho e de inovação, e que ruim que ele esteja tão hostil a estas mudanças, sobretudo de métodos (de organização e de atuação). Nestas horas “ser jovem” pesa demais para permitir que a indignação se transforme em ações reestruturantes. Ingenuidade a minha imaginar que isto fosse possível nos dias atuais. Ou não?
 
Sigo pensando em voz alta, ainda que isto possa me incomodar mais do que aos outros. O importante é seguir tentando colocar para fora o que penso, ainda que isto seja tão difícil quanto o próprio ato de pensar, seja no silêncio ou em voz alta…


publicado por fabiodeboni às 13:28
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
Novas dirigentes do DEA/MMA

Embora ainda não publicado no Diário Oficial, as novas dirigentes do Departamento de Educação Ambiental do MMA já foram apresentadas à equipe técnica da "casa". A nomeação oficial deve ocorrer nos próximos dias.

A diretora que substitui o Prof. Marcos Sorrentino é a Prof. Lúcia Anello, vinculada à FURG (Universidade do Rio Grande do Sul) e com atuação na área de EA e licenciamento.

Para saber mais sobre o seu perfil, CLIQUE AQUI e acesse o seu currículo Lattes.

 

Já sua diretora substituta será Mônica Serrão, que atuava no IBAMA (RJ) na Coordenação de Petróleo e Gás (vinculada à Diretoria de Licenciamento) e vai substituir o Prof. José Vicente Freitas.

 

O que se espera desta nova gestão do DEA é, no mínimo, continuidade às relevantes conquistas construídas pelas políticas do Órgão Gestor da PNEA desde 2003. É evidente que a nova direção dará sua cara, trazendo novas idéias e propostas e procurando transformá-las em ações concretas. Entretanto nunca é demais lembrar que restam apenas pouco mais de 2 anos de governo, e que o desafio administrativo-burocrático da máquina pública é, sem dúvida, um obstáculo para a realização de grandes mudanças no rumo da atual política.

Além disso, acordos institucionais devem ser mantidos, como por exemplo, o pacto de atribuições entre MEC e MMA no que diz respeito à implementação da PNEA. Pensar na possibilidade de o MMA implementar ações diretas em escolas, por exemplo, representa não nó um tiro no pé como um retrocesso à EA brasileira.

 

Seguimos atentos às mudanças no DEA e esperançosos de que não ocorra um "desmanche" no rumo atual das políticas de EA, que nunca é demais lembrar, figuravam entre as mais bem avaliadas de todas as áreas do MMA, segundo pesquisa com delegados da II e III Conferência Nacional do Meio Ambiente....



publicado por fabiodeboni às 00:13
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
O pai do PAS

Difícil entender as reais razões que levaram o presidente Lula a deixar nas mãos de Mangabeira Unger a coordenação do Programa Amazônia Sustentável (PAS). De fato, a política tem coisas quase incompreensíveis para quem, como nós, olha de fora.

Notícia veiculada dias atrás ilustra a figura polêmica pra uns e arrogante para outros de Mangabeira. Tratou-se de uma aula dele na UFRJ (Coppe) sobre a Amazônia. CLIQUE AQUI para saber como foi.

 

 

De fato, se procurarmos conhecer um pouco mais a trajetória do "pai do PAS" veremos que pouco acúmulo tem sobre a questão ambiental e sobre a Amazônia. Antes de avançarmos nas críticas, é preciso conhecer mais sobre o seu perfil. CLIQUE AQUI para saber mais sobre Mangabeira.

 

E finalmente, quem quiser saber mais sobre o PAS, CLIQUE AQUI. Além desta página, segue o documento oficial do Programa. Infelizmente é pesado e demora um pouco para ser acessado. E pra quem se empolgou mesmo com o assunto, pode ainda acessar um documento mais completo ainda sobre o PAS, disponível no site do MMA. CLIQUE AQUI e divirta-se.

 

Enquanto isso, uma área do tamanho de muitos campos de futebol segue sendo queimada e desmatada na Amazônia, em pleno verão amazônico, e os funcionários do IBAMA e ICMBio fazem paralisação nesta 5a feira.



publicado por fabiodeboni às 23:29
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
O acordo do "Bom Senso"

A Folha de SP divulgou hoje no site uma breve notícia sobre acordo firmado ontem entre o ministro Minc e o ministro da agricultura permitindo o plantio de monoculturas (palma) em áreas degradadas da Amazônia. CLIQUE AQUI para acessar a notícia.

A polêmica foi noticiada ontem aqui no blog, a partir de link do manifesto de 12 organizações ambientalistas...

 

Apenas um comentário: ser governo é assim....Requer deixar de lado posições históricas, engulir muitos sapos e ceder a pressões de todos os lados. Infelizmente a corda tem arrebentado na maioria das vezes para o lado do MMA, que com Minc ou Marina continua sendo o "patinho feio" da esplanada...

Uma outra observação é que desde que o Minc assumiu o MMA, não se viu mais a crítica de que o MMA era o ministério das ONGs....Teria este fato alguma relação com o manifesto acima informado?



publicado por fabiodeboni às 17:43
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
De olho no ministro

Reuni alguns links com notícias e informações de organizações que seguem de olho no ministro Carlos Minc. Algumas novas velhas polêmicas estão em pauta, como a flexibilização do Código Florestal e a aceleração na concessão de licenças ambientais.

 

Disponibilizo alguns links para que o(a) leitor(a) possa se situar neste debate e formar sua própria opinião. Prefiro navegar contra a maré e, ao invés de ficar "babando o ovo" do novo ministro, penso ser mais construtivo identificar os aspectos da sua gestão que precisam ser melhorados. Todos sabemos que temos um ministro com trajetória histórica de luta ambientalista - um profissional e militante acima de tudo preparado e conhecedor da área. Algumas das polêmicas que temos presenciado se devem à sua forma de agir - performático, verborrágico e workaholic - que prefere sair na frente anunciando novos programas sem antes pactuar com sua equipe de ministério.

 

CLIQUE AQUI para conhecer um manifesto de 12 ONGs contra a flexibilização do Código Florestal.

 

CLIQUE AQUI para ler outras notícias sobre o tema.

 

Infelizmente nada se vê de notícias a respeito da Educação Ambiental no MMA. Nenhum portal ambiental aborda o assunto - talvez seja reflexo da importância que dão à EA e ao mesmo tempo da nossa falha em pautá-los...

O fato é que seguimos de olho no ministro, à espera do fim da novela de transição da nova direção do Departamento de Educação Ambiental do MMA, que ao que tudo indica, deverá ser feminina...A seguir, cenas dos próximos capítulos...

 



publicado por fabiodeboni às 12:19
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Refletindo sobre o Encontro de Redes

Está agendado o Encontro das Redes de Educação Ambiental com o Órgão Gestor da PNEA para a semana da pátria (início de setembro). O Encontro vem sendo construído há algum tempo, envolvendo diversas redes e facilitadores.

Procurando refletir um pouco sobre a pauta do Encontro, socializo alguns pensamentos "em voz alta":

1. Pra começar penso que este Encontro deveria ser (re)batizado como um Encontro das Redes somente, e não entre Redes e o Órgão Gestor, dada a ausência oficial de direção no Departamento de EA do MMA. Neste caso, somente o MEC segue com sua representação, e assim, não seria um Encontro com o Órgão Gestor devidamente constituído.

2. Mesmo assim me convenci que o Encontro é relevante e que deve ser realizado agora, pra não perder a mobilização das redes e dar vazão às suas discussões e pautas.

3. Pensando na pauta do Encontro, vejo 4 pontos como fundamentais:

a. Identidade das Redes (e da Rebea): quem somos, o que somos e onde queremos chegar

b. Funcionamento da Rebea: como estamos funcionando, quais nossas dificuldades gerenciais e organizacionais e como superá-las, discussão sobre a Secretaria Executiva (SERebea), etc.

c. Sustentabilidade das Redes (e da Rebea): como enfrentar este desafio da sustentabilidade financeira das Redes e de seus facilitadores, quais as fontes prioritárias de captação, etc.

d. Plano de Ação da Rebea: quais as ações da Rebea, quais suas frentes de atuação, quais seus "produtos" principais, etc. Merecem destaque neste tópico o debate sobre o VI Fórum Brasileiro de EA e a Revista Brasileira de EA (RevBEA)...

 

Se estas questões foram debatidas e encaminhamentos forem definidos, penso que o Encontro cumpriu um efetivo papel para potencializar a organização/articulação dos Educadores Ambientais brasileiros. Se além disso, o Encontro propiciar momentos de encontro de pessoas, de diálogo, de reencontros, etc, melhor ainda. O risco que vejo é de o Encontro ficar apenas neste aspecto "relacional" e se perder nas discussões e, sobretudo, nos encaminhamentos da sua pauta. Não defendo um Encontro "careta", "frio" ou "racional", mas que tenhamos minimamente alguns focos bem definidos e que caminhemos nesta direção com a máxima objetividade possível.
Vale lembrar que o custo (energético, político, financeiro, etc) para organizar um Encontro como este deve ser considerado como forma de darmos um salto nos eventos de Educação Ambiental, onde o cafezinho e os bastidores ainda representam o auge da festa.



publicado por fabiodeboni às 00:47
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