Política e Sustentabilidade sob um ângulo crítico
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Dados do desmatamento na Amazônia

Divulgada nesta 6a feira, a taxa de desmatamento na Amazônia vem repercutindo na mídia sob a ótica de crescimento de quase 4% no comparativo com o ano anterior.

Mas será que é possível considerar 3,8% como um acréscimo, uma vez que a margem de erro considerada pelo INPE é de 3% ?? Curioso, pois sobre isso a mídia não fala...."Vende" mais divulgar que houve crescimento na taxa depois de três anos consecutivos de queda.

 

Dos links que vi na internet sobre o assunto, o mais completo é o do Estadão. CLIQUE AQUI para acessá-lo. Destaco as ferramentas que ele disponibiliza no meio da reportagem, como a própria apresentação feita pelo INPE e o seu infográfico (que é bem interessante). Aos leitores interessados no tema, sugiro olharem a apresentação e tirarem suas próprias conclusões. Uma coisa é dizer que a taxa subiu, outra coisa é dizer que houve um empate técnico....

CLIQUE AQUI e vá direto à ferramenta interativa do site. Recomendo o terceiro slide, da esquerda para a direita. Nele, fica mais nítido este empate....

 



publicado por fabiodeboni às 22:50
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Reflexões sobre este blog

Desde que criei este blog, em março de 2007, não imaginva que ele tivesse uma repercussão como a que está tendo. Não quero com isso, me gabar ou algo parecido, mas apenas destacar a relevância da internet, e mais especificamente, dos blogs como instrumentos político-pedagógicos no mundo atual.

Criei este blog com o intuito de compartilhar minhas idéias e inquietações, e facilitar o "link" de informações. Somente um ano e tanto depois é que coloquei um contador de visitantes, pois eu era contra esse tipo de parâmetro quantitativo. Mal sabia que com ele, eu pude ter mais clareza dos leitores deste espaço.

Só pra ter uma idéia, já recebi visitantes de mais de 20 países (das Américas, Europa e África), além, é claro, de muitos estados brasileiros (de todas as regiões). Esta amplitude interna e externa é bacana e me motiva a seguir escrevendo, apesar da rotina cada vez mais puxada.

De vez em quando recebo comentários no blog e tenho o cuidado de ler todos. Por opção, não os respondo, apenas leio e procuro perceber as suas indagações e sugestões. Alguns vão na linha da crítica pela crítica e estão situados num campo de posicionamento político. Sobre estes, comento apenas que são legítimos e ponto. Não pretendo entrar num debate com eles, pois possivelmente não chegaremos a um consenso ou conclusão razoável, afinal, temos posições políticas diferentes e o mundo é assim. Como não sou um militante partidário (isso mesmo, não sou do PT ou de qualquer outro partido e digo isso com muita tranquilidade), não tenho o interesse de disputar idéias e posições com ninguém.

Um outro conjunto de comentários que recebo no blog são de apoio e complementos de questões que posto. Estes, falam por si.

E um outro tipo de comentários são de, pasmem!, propagandas e propostas de parcerias das mais tortas possíveis. Empresas pedindo para eu ajudar a divulgá-las e vice-versa, sites "xis", etc.

 

Pra finalizar esta reflexão, ainda continuo inquieto com a falta de blogs que procuram analisar a política ambiental brasileira, em especial a de Educação Ambiental. Alguns poderiam dizer que existe "o ECO", mas considero-o frágil na abordagem sobre Educação Ambiental. Além disso, seu posicionamento político mereceria uma reflexão mais profunda. Na verdade, sinto falta de um portal (ou canal) analítico da política de Educação Ambiental. Uma espécie de observatório de EA, que se concentrasse no monitoramento e análise das políticas nacionais voltadas ao tema e das relações inter-institucionais decorrentes daí. Um espaço que refletisse como anda o Órgão Gestor da PNEA e seu Comitê Assessor, que fizesse entrevistas com seus integrantes, que verificasse a execução orçamentária dos órgãos federais envolvidos, etc.

 

Fica aí a idéia pra quem quiser copiar, modificar, se inspirar....Afinal, as idéias não nos pertencem, apenas as captamos como antenas...Estão como as ondas de rádio, soltas pelo ar.... E como bem coloca Morin, as idéias não nos pertencem, mas são elas que nos comandam. Podemos matar ou morrer por uma idéia.....



publicado por fabiodeboni às 12:02
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
Metas de desmatamento

Falar sobre metas de redução de desmatamento é sempre um assunto polêmico, principalmente a depender de onde vem a discussão. Uma breve reportagem na Folha de SP desta 4a feira aponta o olhar do Observatório do Clima sobre o tema.

Por outro lado, o Governo Federal deve anunciar nos próximos dias as metas de redução propostas que constarão no Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que estava em consulta pública.

 

São Paulo, quarta-feira, 26 de novembro de 2008
 
 
 
ONGs querem que desmatamento termine em 2015

EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL

O Observatório do Clima -grupo que reúne várias organizações da sociedade civil- quer que o governo acabe com o desmatamento dos remanescentes de todos os biomas do país até 2015.
"As metas resolvem uma série de problemas. Inclusive para o próprio governo [que terá o seu esforço devidamente reconhecido], afirmou à Folha o pesquisador Paulo Moutinho, coordenador do Observatório.
O grupo de ONGs entrega hoje à Câmara dos Deputados um documento para subsidiar as discussões da política brasileira de mudança climática.
Ainda na questão do uso da terra, o texto feito pelo Observatório do Clima defende o cadastramento rural dos 36 municípios críticos da Amazônia e o rastreamento por satélite do cerrado e da caatinga, por exemplo. Essa duas ações, afirma o texto, deveriam ser concluídas até 2010.
"No setor energético também existem metas factíveis", diz Moutinho. O documento afirma que o Brasil deveria aumentar para 30% a participação das fontes renováveis em sua matriz até 2030 e, no mesmo período, atingir a meta de 20% em eficiência energética.

 



publicado por fabiodeboni às 11:21
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
Reflexões sobre o ocorrido em Paragominas

A situação deplorável que vem ocorrendo em Paragominas, noticiada timidamente pela grande mídia, me faz lembrar aquela música do Caetano: "o Haitii é aqui". Sei que não é aqui, mas faz lembrar. Principalmente quando nos deparamos com situações como esta, de Paragominas.

É só a fiscalização apertar o cerco para presenciarmos reações como a que vimos - criminalidade, fogo, ameaças, etc.

E logo após estes atos de horror, depoimentos se esquivando da responsabilidade. CLIQUE AQUI para saber mais.

O curioso é que a nota da própria prefeitura simboliza bem o sentimento geral local - o de que a presença do Ibama atrapalha e prejudica o "desenvolvimento" da região.  CLIQUE AQUI para conhecer a nota. Aliás, repare nas fotos que ficam no cabeçalho do site para sentir qual a visão da prefeitura. Pois é, a floresta nem aparece. Até parece que Paragominas nem fica na Amazônia....Irônico se não fosse trágico.

Para tentar controlar a situação, o MMA está solicitando o apoio da Força Nacional de Segurança, conforme informa diversos sites na web.

 

Pra quem nunca esteve na região, situações como esta podem soar como algo estranho ou impensável no Brasil. Para quem já conhece esta realidade, o fato parece uma cena da "vida real", mas vem também revestiva de um sentimento de indignação. Sim, é verdade que há pessoas que sobrevivem destas atividades predatórias, mas será que vivem bem? Será que se tiverem outras opções de trabalho e renda elas ainda ficariam nesta vida? Este sistema é bom para quem?

 



publicado por fabiodeboni às 22:50
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Franz Krajcberg no MAM

Muito interessante a exposição "Natura" do artista Franz Krajcberg no Museu de Arte Moderna (MAM), no Ibirapuera, em São Paulo.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre a exposição.

Pra quem nunca ouviu falar deste belíssimo artista e ativista, CLIQUE AQUI.

 



publicado por fabiodeboni às 10:38
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Passando o chapéu

Curiosa a notícia divulgada no portal do Estadão no início da noite desta 6a feira, anunciando uma matéria na edição de sábado do jornal. CLIQUE AQUI para acessar a nota do site.

Três governadores da Amazônia - Pará, Mato Grosso e Amazonas - participam da Conferência de Governadores sobre Clima Global, promovida pela Califórnia, para discutirem medidas para conter o aquecimento do planeta. O trio unificou o discurso e adotou a estratégia "passando o chapéu", buscando pegar carona no mercado de carbono impulsionado por Kyoto, captando recursos de países ricos.

Se isso vai modificar o status quo de devastação da Amazônia é o que veremos. Pode ajudar como atrapalhar. Como assim, atrapalhar? Dinheiro entrando no Brasil para manter floresta em pé pode atrapalhar?

Se olharmos para os atores que estão realmente ganhando dinheiro com o tal mercado de carbono veremos que são "o mais do mesmo", ou seja, os de sempre faturando milhões, só que agora com o discurso "eco". De resto segue o mesmo.

Este é o risco que vejo. Entra dinheiro no país, gira a engrenagem de uma máquina pública travada e, infelizmente, com corrupção, e vai parar na mão de meia dúzia de grandões implementarem projetos de fachada para gringo ver.

Posso estar sendo muito pessimista (ou realista) mas talvez o tempo me dirá se este raciocínio está equivocado.



publicado por fabiodeboni às 23:50
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
Direto ao ponto

Terminando hoje em Manaus, a Conferência Científica Internacional Amazônia em Perspectiva revelou importantes trabalhos e estudos sobre a conservação da Amazônia. Um deles, do Gilvan Sampaio, do INPE, foi noticiado pela internet. CLIQUE AQUI para ver a notícia no portal do yahoo.

Já fiz moderação de oficina com presença do Gilvan e realmente ele é um especialista em Amazônia (uso de imagens de satélite no monitoramento de desmatamento, etc). Sabe muito do que está falando.

Portanto, o estudo que ele apresentou na Conferência reforça o sinal de alerta para o ritmo de destruição da Amazônia.

 

O curioso (sempre tem algo curioso!) é que o site do Estadão deu outro enfoque à Conferência. CLIQUE AQUI para saber qual foi e perceba que ele nem comenta sobre o estudo anterior.



publicado por fabiodeboni às 21:59
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Petição - pela continuidade das políticas de EA

Vi circulando pelas redes de Educação Ambiental uma petição on-line de reivindicação de educadores ambientais acerca das dúvidas sobre a continuidade das políticas de Educação Ambiental no âmbito do MMA.

CLIQUE AQUI para acessar o documento, conhecer seu teor e tomar sua própria decisão - assinar ou não assinar.

 

De qualquer forma a iniciativa é válida, pois levanta questões que, de fato, vêm sendo discutidas nos bastidores, corredores e nos cafezinhos da EA brasileira, criando uma interessante oportunidade de diálogo sobre os rumos da política pública federal de EA.

 

Afinal, alguém viu alguma ação concreta no DEA/MMA desde que a nova direção assumiu seu comando. O discurso foi o de manutenção das ações e realização de ajustes e correções de rumo, mas até agora o que se nota é que os programas e projetos que vinham sendo implementados encontram-se na geladeira.

 



publicado por fabiodeboni às 23:47
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Emissões aumentam

Duas reportagens publicadas nesta 3a feira denunciam uma elevação nas emissões de gases do efeito estufa (GEE), sobretudo nos países industrializados.

Este fato aliado à crise econômica internacional vai certamente influir nos rumos das discussões na Conferência de Poznan (Polônia), que começa em dezembro e vai discutir o chamado período "pós-kyoto".

CLIQUE AQUI para acessar uma das reportagens.

CLIQUE AQUI para acessar a outra.

 



publicado por fabiodeboni às 09:40
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Domingo, 16 de Novembro de 2008
Reunião do G-20

O comunicado produzido pelos chefes de Estado do G-20, em Washington, não apresenta nada de novo ao panorama econômico internacional. Pede que o FMI seja fortalecido, e roga para que os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (o mais conhecido é o Banco Mundial) entrem em campo com mais força, para "ajudar o desenvolvimento dos países com dificuldade".

Para quem ainda não leu o teor do comunicado oficinal da reunião, CLIQUE AQUI.

O curioso é perceber que dois dias atrás a ONU (por meio do PNUMA) envidou esforços para que o G-20 aderisse ao apelo ecológico mundial. CLIQUE AQUI para ver como este pedido se deu.

O fato é que nada de "eco" foi inserido no Comunicado, a não ser economia...Também pudera, em plena crise econômica mundial supor que estes países fossem tratar de meio ambiente seria, no mínimo, ingênuo. Se por um lado a questão ambiental está mais presente no dia a dia do planeta, ela ainda não tem suficiente força para dialogar de igual para igual com as variáveis econômica e política no cenário internacional....

Um bom tempo ainda será necessário para presenciarmos algo parecido....Pelo menos é o que podemos inferir a partir do conjuntura atual....



publicado por fabiodeboni às 15:11
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